É mesmo uma miséria...



Então a menina vem aqui queixar-se de uma pseudo-depressão, cria links todos bonitinhos para posts dos anos anteriores e os meus caros leitores não percebem nenhuma destas subtilezas...


Mas já agora, obrigadinha pelos PARABÉNS, sim?!

Fragmentos de vidas - II



A minha casa não tem um pinheiro de Natal.

Sei que é Natal apenas porque lá fora vejo as luzes penduradas nas ruas e oiço os cânticos enquanto caminho nas ruas a fazer o meu trabalho de sempre.

Na verdade, eu não tenho casa, por isso é normal que não haja lá um pinheiro de Natal. Vivo numa carrinha abandonada que os meus pais foram buscar um dia a uma sucata, lá para os lados de Odivelas.

É uma daquelas carrinhas azuis e brancas que aparecem muito nos filmes que às vezes vejo colado à montra das lojas onde há televisões.

A carrinha não é má. Tem duas camas. Uma para os meus pais e outra para mim e para os meus três irmãos. Não temos casa-de-banho e por isso lavamo-nos com a água que vamos buscar a um furo. Só agora na altura do Natal é que a minha mãe nos leva a todos aos balneários públicos lá de Lisboa e nos obriga a esfregar as orelhas até ficarem vermelhas de tanta esfrega.

Por isso eu percebo que não tenhamos pinheiro de Natal. Não tínhamos onde o pôr, lá na nossa casa.

Mas não faz mal, porque eu e os meus irmãos fizemos um! Havia uma árvore ali ao lado do sítio onde a nossa carrinha está estacionada e nós resolvemos enfeitá-la.

Pusemos as latas das bebidas a fazer de bolas de enfeites, e espálhamos bocados de revistas e jornais para fazerem de fitas.

Não temos estrela, nem presépio. Mas não faz mal... Já estamos habituados...

O problema mesmo é que não temos chaminé!

Deve ser por isso que o Pai Natal nunca se lembra de deixar cá os nossos presentes...

Pedinchices de Natal...



Se for dia 30 de Dezembro também serve...

Frases Soltas #23



Sem Deus nem amo.




Escrito numa parede da Rua Padre António Vieira, em Coimbra.

A Tragédia... O Drama... O Horror...



Se eu até aqui me queixava muitas vezes de falta de tempo, a partir de hoje essa queixa atinge limites máximos e históricos impensáveis.

Já havia o emprego e o Mestrado que me davam cabo do sistema...

Para juntar a isso veio mais um emprego! Valha-nos que desta vez é daqueles que se faz por gosto.

O meu 2008 promete grande falta de vida pessoal...


Lição n.º 10




As pessoas tendem a cobrar o que fazem pelas outras...

Estou cada vez mais convencida...


Lembrei-me de mais um ponto a favor do Pai Natal como o namorado perfeito.

Estão a ver aqueles calendários do advento em que escondido atrás de cada janela está um chocolate? Pois é, quando é que foi a última vez que um gajo me disse "Olha, só venho no dia tal, mas até lá aqui tens um chocolatinho para te lembrares de mim enquanto esperas"?

É bonito pois que é!




Such thing does not exist...



O meu corpo é uma amálgama de células descabidas de uma ordem. Ninguém lhes traçou uma linha recta e ele evoluiu em sentidos diversos como uma junção de rectas sem um infinito.

É uma amálgama de átomos que o constituem sem um sentido aparente. São rasgos de criação divina que se unem sem pontos muito comuns.

Talvez deva ser por isso que o meu coração é uma amálgama de sentimentos. Um mistura de contradições em evoluções constantes que se traduz em desequilíbrios incomuns.

Também nunca disse que era perfeita.


E já que é Natal... Que tal pensarmos nisto?







Porque faz sentido...


Sometimes...



Por vezes bastam pequenos gestos para exorcizar medos, fantasmas e obsessões.


Reflexos no Espelho*

Vivia na ilusão que as pessoas tinham todas que se dar bem, simpatizar, viver em grupo...


Mas afinal não é nada assim. Há sempre o Grego e o Troiano. E a minha vontade de agradar aos dois lados, foi-se!!


Há pessoas que não conseguem viver com os sorrisos de quem as rodeia, outras que não suportam ver alguém bem integrada num curto espaço de tempo.


Concluí então, que em geral e neste caso em particular, a luz emitida por mim, incomoda a visão dos tristes e inseguros.


Lamento...mas não vou deixar de brilhar ;)












*O título do post não pertencendo ao original, foi aquele que mais se lhe adequou.


Questão estúpida!



Porque é que as pessoas que têm a moderação de comentários activa ainda insistem em por a porcaria da verificação das letras, para evitar o spam?

Se isto continuar assim deixo de fazer comentários!

Notícias fresquinhas em primeiríssima mão... Ou como eu lhe dava uma mãozinha e muito mais!



Vocês lembram-se de eu ter falado daquele meu professor das aulas de Mestrado que tinha ar de FDP?

Caso a resposta seja não é favor consultar: FDP, FDP - Take II, FDP - Take III, Prevêm-se novos posts e Mais longe de....

Caso ainda se lembrem, convém re-ler na mesma, para avivar a memória e percepcionar melhor o quanto o gajo é MESMO bom!

Pois a novidade do dia, é que o dito Sinhori vai ser o meu orientador da tese de Mestrado!

Parece-me que o tema da sexualidade se enquandraria aqui muito melhor, do que aquele que estou a pensar "trabalhar" neste momento...

Ainda...



...Não estranharam que hoje seja dia 8 de Dezembro e EU não tenha escrito uma única rabujice sobre o Natal?

E não tenha referido que estou quase quase a fazer anos?

Já começavam a reparar nestas coisas, não?

Humildes considerações sobre a vida

Não me ocorre nenhuma coisa mais difícil de conviver do que a vida. Lembrei-me disso a tarde inteira, enquanto tentava manter a cabeça livre de pensamentos de importância nula, mas não deu. Vagueei por ruas vestidas de Natal dos pés à cabeça, e ela sempre comigo, do meu lado, a vida. Sentei-me a tomar café a ver o sol e o Tejo, e nas duas cadeiras vagas pairava uma inquietação de uma para outra: era ela, a vida. Não sabia onde se sentar. Tentei abstrair-me daquele corropio sem nexo a ler um livro, só que as palavras pareciam ocas e o ruído à minha volta tirava-me os olhos da próxima frase. Desisti, subi a rua e olhei para trás. Lá vinha ela, a vida, caminhando sem pressas, parecia saber que me encontrava onde quer que eu fosse. Estava carregada de coisas minhas, de todas as coisas minhas, o meu passado todo, as birras de criança, as idas ao Lux, o primeiro beijo, o dia em que o Ovelheira me ensinou a escrever, os medos, o emprego que não vem, ela, a vida, anda atrás de mim com isto tudo às costas sem me dar descanso, a não querer que eu me esqueça dela. Não sei como, mas ela está em cada amanhecer, em todas as vezes que me vejo ao espelho e, travessa, me diz "olá!" e eu fujo, em cada bolacha que como ao pequeno-almoço, em todas as notícias que vejo e não vejo, nos outdoors espalhados pela cidade em que não encontro publicidade, encontro a minha vida, carregada como de costume, sempre de olho em mim. Se vou no carro ela vai ao meu lado calada, naquele silêncio que grita mais que uma multidão enraivecida, se lhe tento dizer qualquer coisa deixo de ter voz porque com a vida só se fala de dentro para dentro, se paro em algum lugar já sei que também vem, para me lembrar das coisas. Tudo o que eu quero é esvaziar esta cabeça que pensa demais na vida, e logo anda a vida, matreira, sempre atrás de mim. Já não lhe faço má cara se me entra quarto adentro ou se senta na sala a ver televisão comigo, não vale a pena. Fugir dela é como fugir de não sei o quê. É isso. Faltam-me as palavras porque não se pode fugir da vida nem um segundo. Nem a dormir. Posso correr as sete colinas de Lisboa que em todas ela vai estar à minha espera, para me lembrar de mim. Posso fugir para um prédio abandonado que ela vai escolher o andar primeiro que eu. Posso apanhar o eléctrico que sobe ao Castelo que será ela o motorista. Posso fazer o que quiser, ou não fazer nada, mas a minha vida vai andar sempre, sempre, atrás de mim.



Pequeno Desabafo...


Se há coisa que não suporto na vida é a mentira piedosa.

Achar que vale mais mentir piedosamente do que dizer uma verdade na e crua.

A mentira piedosa irrita-me ainda mais porque revela a faceta de hipocrisia. O não se dizer que não se gosta, não se faz, não se quer ir, não se concorda apenas porque o/a outro/a pode não gostar, levar a mal, não concordar.

Não suporto a concordância por piedade. O dizer que se entende. Fingir que se entende. Quando não se entende nada.

Mas o que me deixa mesmo fula é conviver de perto com pessoas assim e não o poder evitar.

Tira-me do sério!


Sinceramente...



... Alguém me explica porque é a Senhora Isabel Stilwell, escolheu abandonar a redacção* de uma revista como a Notícias Maganize, pela redacção* de um jornal como o Destak?

Não que tenha nada contra os jornais gratuitos. Continuo a achar que independentemente da lixeira, poluição e total desperdício de papel que fazem, tiveram a grande vantagem de por mais gente neste país a ler...

Mas ainda assim!!! A Notícias Maganize pelo Destak??? Uma coisa que tem um nome acabado em K, letra que não pertence ao alfabeto português?

Por favor, vós iluminadas almas deste mundo, explicai-me os motivos. Que eu juro que não entendo!


*Desculpem-me a ignorância. Não sei se a Senhora é redactora ou directora ou o que seja. Sei apenas que sempre escreveu o editorial destas duas publicações.

Quem souber mais do que eu que me corrija!

Aprendizagem do Dia:

A educação não é domesticação.