Aquele que nunca viveu...



Sentou-se no vazio das horas que iam passando nessa medida infindável em que se tornou o tempo. Olhava os dias como um pobre pedinte faminto olha as horas que passam até poder obter uma nova refeição que lhe aqueça o corpo e lhe aconchegue a alma. Sentada a seu lado, parecia o seu cão, também vadio que espera os ossos e as sobras e com isso se contenta.

Via a vida a passar pelos laços invisíveis do olhar, sem mostrar o mínimo de preocupação com o que se seguiria nessa sua vida triste de abandono à solidão. Temia a vida mais do que a morte e ria das preocupações dos outros consigo próprios, enquanto bebia da garrafa onde acumulava a sua sorte.

Via a vida com a cor indefinida que sempre o caracterizou. Deixou este mundo e os outros sem rasto. A sua cor confundiu-se com a cor dos dias que passaram depois de também ele passar sem marcar o mundo.

Um dia morreu. Num dia de chuva igual a todos os outros dias de chuva que naquele Inverno abundaram, riu pela última vez enquanto se encostava à sua única amiga, a garrafa, companheira que o acompanhou até ao fim. Não se despediu de ninguém, não se despediu de si próprio, não se despediu da vida. Simplesmente se foi, evaporou-se no espaço cósmico de uma galáxia poeirenta que sempre abominou.

Ria dos dias, das noites e de todos. Achou-se um mestre e acabou um discípulo sem nunca compreender a mestria dos verdadeiros, que sendo mestres nunca se deram ao trabalho de lha explicar.

Morreu como todos os outros que morrem sem nunca terem de facto existido. Evaporou-se num fumo cinzento indefinido. Caiu por terra num esgar característico que lhe atormentou a alma que dizia não possuir por não acreditar nela. Num esgar cínico, com a mesma hipocrisia com viveu a sua vida a partir do momento em que a matou.

Abandonou-se à foice da morte, que veio vestida de cinzento para melhor se confundir com ele próprio e a sua cor, ou a falta dela. Não ripostou e o seu cinismo foi o seu golpe fatal.

Simplesmente morreu aquele que nunca viveu.



Escrito dia 19 de Outubro de 2006.

A publicitar a concorrência...



O único motivo porque já não tenho um blog no Sapo é porque não gosto de protagonismo!

Caso contrário teriam de fazer do meu blog tema de destaque todos os meses. E isso sim era uma chatice!

Porque para mim faz sentido...



Não sou de homenagens... Nem sequer me limito a comentar os acontecimentos diários que pelo Mundo se vão passando.

Mas hoje ao rever o que escrevi há um ano atrás, encontrei este post e achei que fazia todo o sentido relembrá-lo.

Regras para trocar de namorado com relativa facilidade...



Regra nº 1


Arranjar namorados sempre com o mesmo nome.


Evita as confusões da troca de nomes acidental, dado que os nomes carinhosos e fofinhos são demasiado pirosos para serem usados por alguém com o mínimo de dignidade e classe.


Piada realmente parva...




Eu: Uma mulher quando está menstruada arrisca-se mais a ser comida...

Ela: Ai sim? Porque é que dizes isso?

Eu: Porque os tubarões sentem o cheiro de sangue a kilómetros de distância!



P.S. Pura insanidade mental... Prometemos voltar dentro de momentos!!! Tentaremos ser breves...

Novas sensações... Novas tecnologias...



É tão estranha e agradavelmente boa a sensação de falar com a minha mãe via Messenger...

Definitivamente GOSTO destas novas tecnologias...


Receitas para donas de casa...



Quando puserem roupa a lavar na máquina, tenham a certeza que a vermelha não mancha a branca.

Ou então esqueçam isso tudo e façam como eu! Reciclem roupa antiga.

Dêem a uma camisa branca uma nova vida e ponham-na cor-de-rosa.

A receita é lavarem roupa vermelha e cor-de-rosa com a dita camisa a 60º.

E deixem-na durante a noite a repousar... Garanto-vos que resulta!

And counting...



Desde o dia 28 de Dezembro até ao dia de hoje são 26 dias.

O número exacto de dias sem tabaco.

Quer dizer... Tirando um cigarro que fumei na 2ª feira.

Mas já retomei os bons hábitos...

Mais um pouco de genética, para variar...






Já falei aqui algumas vezes do conceito FDP. A quem mo pediu expliquei o dito conceito e as características que lhe estariam implícitas na grande maioria das vezes.

Pois hoje, resolvi presentear-vos com a descrição do cromossoma FDP. O conceito FDP não é solitário. Ai como não é!!! Na maioria dos caso há um cromossoma que o precede e que determina as suas características.

Assim, como há um gene da Redenção (que aqui já expliquei) e um gene da Conversão (que tenciono explicar numa outra ocasião), também há o gene que diz respeito ao FDP. Contudo, se o primeiro é pertencente na maioria ao público feminino, o segundo pode ser de qualquer um dos sexos, este último é pertencente na sua maior parte ao público masculino. (Como vêem, eu arranjo genes para qualquer um dos sexos!)

Ora o cromossoma FDP encontra-se na maioria das vezes nos homens. (É desta que eles me crucificam! Mas não faz mal… Já da outra vez foi crucificada por elas…).

É pena que no caso dos homens a sua genética não me intrigue assim tanto. É demasiado simples para criar interrogações. A sua análise é simples: esquecem-se os 22 pares de cromossomas autossómicos e resume-se tudo à análise daquele último par, o 23. Mais especificamente a análise deve incidir em específico sobre o Y que distingue o sexo.

Todas as diferenças incompreensíveis na maioria dos casos, residem aí apenas. Basta pegar nesse e atribuir-lhe todas as culpas pelos males do Mundo e da Humanidade. E como tal, o cromossoma FDP é exactamente esse: o cromossoma Y! O desgraçado do X fica ali apenas para amortecer as quedas. Ou seja, se dissermos: “ Aquele gajo é um FDP!”, sabemos que a culpa é do cromossoma Y. O X vai ser aquele responsável por ditos tais como: “É um FDP mas foi tão amoroso quando me levou o jantar naquele dia em que eu estava doente…”. O X é o responsável pela visão menos negativa do caso. Por alguns actos de louvor que o sexo masculino possa ter.

Tal como o gene da Redenção, que está presente em qualquer um dos X que as mulheres carregam, o gene do FDP também se propaga de geração em geração. Faz parte daquele património genético que se herda em conjunto com o sexo, a cor dos olhos e o tipo de cabelo. Dependendo dos progenitores, pode ser mais ou menos acentuado e ter algumas nuances específicas.

O gene FDP é aquele gene (tão grande que diria que ocupa o cromossoma todo!) que permite aos homens manter mais do que uma relação ao mesmo tempo e achar que essa é a coisa mais natural do mundo. Afinal de contas se não o fizer não honra os genes que lhe foram passados pelo pai, pelo avô, bisavô e antecedentes.

É o gene FDP que permite ao homem manter relacionamentos sérios com duas ou três mulheres ao mesmo tempo. Sair com as duas, ir ao cinema com as duas, jantar com as duas, foder com as duas, prometer casamento às duas. Sempre separadamente, mas ainda assim em simultâneo. Sempre sem qualquer tipo de remorso, chatice ou dor de cabeça. É o gene que ainda assim e depois de tudo isto lhes permite deitarem-se na almofada e dormir sem qualquer preocupação.

O gene do FDP também tem as suas vantagens e considero até que terá o apanágio de ser o grande propulsor do gene da Redenção. (Eu sempre disse que a culpa era deles…)
Na minha opinião, se não fosse o gene FDP a mulheres não saberiam o que é o prazer de ter presente um gene da Redenção.

Acho até que o gene FDP é o responsável pelo prazer que as mulheres têm em sonhar com a mudança dos homens.

E só para que conste, não sou mal-fodida nem sofro de dor de corno. Mas fode-me ver uma amiga a sofrer por uma merda de um gene que parece que comanda a cabeça e se limita a residir no meio das pernas.


Ora aqui está uma belíssima explicação...


Eu sou uma pessoas de teorias. Daquelas que nas situações mais incríveis e inacreditáveis cria as teorias mais loucas e lúcidas que alguma vez alguém é capaz de criar.

E a meio do meu jantar de aniversário criei mais uma pérola destas. Ainda não vos falei do meu aniversário pois não?

É melhor nem começar... Teria de vos contar tantas coisas para perceberem outras tantas que não vale a pena. Este post teria o tamanho de um blog inteiro. É por esta mesma razão que muitas vezes acabo por não falar da minha vida pessoal.

É complicada... Como eu. Cheia de caminhos escondidos, difíceis de explicar. Por isso, prefiro tantas vezes omitir tantas coisas e escrever algo mais simples.

Não é fácil explicar o que leva alguém com 19 anos a ir morar completamente sozinha em Itália. Podia resumir numa palavra: Erasmus. Mas foi tão mais que isso o que me levou lá que uma palavra não chega. Nem cem, nem mil. Seriam necessários milhões.

Um rolo que nunca mais acabaria...

Mas voltando às teorias. Aquela que elaborei no meu jantar de aniversário que devido a uma data de rolos acabou por ser à meia-noite. Ou seja, praticamente já nem fazia anos porque já era 31 de Dezembro.

Mas a teoria! Pois bem, elaborei uma teoria sobre o já tão de-batido tema do porquê das mulheres irem juntas à casa de banho.

Finalmente percebi o porquê deste fenómeno genético feminino. As mulheres vão juntas à casa de banho por uma questão de solidariedade.

E não! Não é solidariedade umas com as outras. É solidariedade com os homens, meus amigos. Até porque todos nós já sabemos que as mulheres são tudo menos solidárias umas com as outras. Excepção feita às verdadeiras amigas. E todos também sabem de experiência comprovada que amigas ou não, a verdade é que elas vão sempre aos pares ao dito cubículo.

Por solidariedade sim, com os homens. Porque gostam tanto ou tão pouco deles que decidem dar-lhes alguma folga e deixá-los respirar um pouco e fazer em grupo o mesmo que elas fazem na casa de banho: falar delas/deles.

Como se sabe, os homens não podem ir juntos à casa de banho. Caso contrário perdem toda a pose viril que tanto gostam e fazem questão de manter. Como tal, não se podem retirar aos pares para comentar o tamanho das mamas, do rabo e tem ou não boca de quem faz bons serviços.

Como tal e por uma questão de solidariedade as mulheres ausentam-se todas de uma vez do local e deixam-nos falar livremente sobre isso, enquanto elas comentam a marca da camisola, a cor das calças e o tipo de sapatos.

As mulheres são umas queridas. Solidárias com os homens e tudo!

E depois de terem uma atitude altruístas destas, eles ainda são capazes de falar mal delas.

Uns mal-agradecidos é o que eles são!

Ajuda precisa-se...



Esta é uma daquelas alturas em que me dava jeito um gajo.

Daqueles assim brutos que cheiram um bocado a suor e vestem um fato macaco daqueles azuis escuros de uma ganga rasca que já raramente se vê.

Podia ser um gajo que até gostasse de ter as mãos manchadas de óleo e tivesse na mala do carro um monte de trapos rasgados ao qual limpava as mãos, para não sujar muito o interior do dito veículo.

Nestas alturas queria um gajo com a mania de macho latino. Um daqueles que comprasse mensal e religiosamente a AutoMotor ou a Turbo ou uma qualquer revista do género.

Um desse gajos que gostam de ver ralis e têm a mania que conseguem mudar as velas do carro.

Numa altura como estas nem me importava se fosse um gajo que dissesse que eu nem sei mudar um pneu. Até porque essa é a verdade! Um desses gajos que nunca pedem indicações mesmo que não saibam onde estão.

Se algum deles ler o meu blog, pode por favor aconselhar-me sobre que carro comprar?

Tem de ser pequeno, económico e giro! Quais são os que se incluem nesta descrição?

E tu?




Verdadinha Absoluta...



Tenho sempre a mania de achar que a vida é uma questão de atitude.

Quer nos sintamos vítimas ou heróis, é sempre dessa forma que ela nos vai tratar.

Só coisas boas... ou O poder de mudar o Mundo ...



Charlie Wilson era um grande homem.

Tom Hanks tem uma excelente representação deste senhor.

E Jogos de Poder é um óptimo filme.

Nada dessas coisas de resoluções de Ano Novo! É no velho que tudo conta...



Neste blog não há balanços, não há saídas nem entradas, nem sequer se festeja o Natal.

Neste blog não gostamos de festas, a não ser das minhas.

Este blog está de mal com a vida! A dona anda a 5 dias sem fumar!!!

And counting...



O Porto multicultural!

Uma aula de História com um Judeu , um café com um Persa e uma ida ao cinema com um Angolano!