Isto não é um post sobre o amor

Há quem se lembre do dia mais feliz da vida quando casou. Há quem se lembre dele como aquele em que se divorciou. 
Normalmente a maioria das pessoas dirá que o dia mais feliz das suas vidas foi quando teve o seu primeiro filho e o segundo e quiçá o terceiro ou quarto. 
Alguns dirão que foi o último Natal, a passagem de ano do ano passado, o dia da tal festa em que saíram à noite, o dia em que beberam até ao limite ou aquele em que fumaram substâncias ilícitas. 
Depois há aqueles que dirão que o dia mais feliz das suas vidas foi quando acabaram o curso, quando compraram o seu primeiro carro, quando assinaram a escritura da sua casa. 
Haverá também quem diga que o dia mais feliz da sua vida foi quando fez a tal viagem de sonho, quando arranjou o primeiro emprego ou o actual, quando abriu o seu negócio, quando apareceu na televisão, quando ganhou um concurso, quando os seus feitos saíram no jornal ou quando foi convidado para o tal projecto aliciante ou o desafio com que sempre sonhou, quando viu o seu talento reconhecido. 
Há ainda aqueles cujo dia mais feliz das suas vidas foi quando conheceram o namorado, a namorada, a actual mulher ou marido. Ou então aquele em que foram pedidos em namoro. Ou mesmo aquele em que o pedido de casamento apareceu. 
 Por fim há aqueles que já tiveram dias tão felizes que aquele que melhor recordam é o dia em que encontram o seu gato perdido na rua e o levaram para casa. Ou o cão. Ou aqueles em que lhe foi oferecido um animal de companhia. 
E por último também haverá quem recorde o dia mais feliz das suas vidas como o último que passaram ao lado da pessoa que amavam. 

Para mim, o dia mais feliz da minha vida foi aquele em que a minha mãe deitou as minhas botas ortopédicas no lixo quando eu tinha 5 anos.

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