E a tradição ainda pode ser o que era.

Grande parte da minha infância e juventude foi passada numa cidade pequena no interior Norte deste país. 

Ainda que tenha decidido alargar mundos cedo e tenha ido viver sozinha com apenas 17 anos e sozinha num país estrangeiro aos 19, ficou-me sempre na memória os tempos de adolescência em que as noites eram apenas continuação dos dias. Não havia grande diferença entre dias úteis e inúteis pois em todos eles a minha grande amiga estava sempre disponível para um café e uma conversa.

Depois disso os tempos de estudante universitária foram profícuos nessa vida social intensa.


Mas com a entrada no merc
ado de trabalho muita coisa mudou. Os horários exigem outra rotina, as distâncias são maiores, a rede de amigos vive espalhada Portugal fora. E as cidades grandes são pouco amigas desse contacto próximo com quem se gosta.

Até que vim morar para Campo de Ourique e dou por mim a beber cafés ou vinho (por vezes quente, por vezes frio) todas as noites da semana com companhias diferentes, seja na rua ou em casa de alguém.
E hoje, apesar de Domingo, não vai ser diferente.


Ainda bem que há coisas que nunca mudam.


A felicidade é isto!

Cheguei


Agora ao hotel e da minha janela vejo o mais antigo arranha-céus da Europa!

Se não fosse trágico, teria piada.

Vou hoje ali à Eslovénia num pulinho e amanhã espero estar de volta.

Tudo porque há uma reunião para fazer que depende única e exclusivamente de mim.



No avião aprende-se:

Que Scoville são as unidades que medem o nível de picante.

Sinto-me

Assoberbada pela vida e 24h claramente não chegam para tudo o que gostava de fazer num dia.

Acho mesmo que preciso de um pacote de dados para o meu telemóvel!

Aprendizagens:

A distância permite-nos ganhar perspectiva.