Estudo sociológico suportado no método da sondagem, by Ana A.


Após uma apuradíssima pesquisa intergeracional com o apoio das mais importantes redes sociais do momento, que registam inúmeros utilizadores e têm sido vítimas das mais recentes tendências, estamos neste momento em condições de revolucionar o mercado de engate português.

Foi árduo, foi duro, exigiu muitas horas de visualização de imagens potencialmente perigosas para os nossos olhos, a nossa líbido e o nosso padrão alimentar, mas fizemo-lo em nome de um bem maior. Porque as milhares de moças solteiras e trintonas que  nos pediram que fossemos o seu guru sentimental e recorreram à nossa ajuda sabendo que nós jamais as deixaríamos ficar na dúvida mereciam o nosso esforço.

Seleccionámos uma apurada equipa de investigadoras jovens, bem-apessoadas, com largos conhecimentos cibernáuticos e olhómetro para o sexo oposto, que correspondeu na totalidade não só às exigências do mercado e da investigação, como também à necessidade de isolar variáveis parasitas, que passamos a enumerar: 1) potencial namorada, 2) possível date e 3) saída nocturna de engate.

Utilizámos para isso uma metolodogia universal e isenta de qualquer variável perigosa que nos tomou horas de pesquisa, baseada apenas no método científico da contemplação. 

Seleccionámos uma apuradíssima amostra de machos, também ele trintões, com o estado de solteiro como variável principal, mas aceitando também como variáveis secundárias: a) o medo do compromisso, b) o desgosto de amor recente e c) o poliamor. É pois, baseadas em tal amostra que podemos garantir a extrapolação das interpretações à totalidade do universo masculino disponível no mercado, desde que se garante a constância das referidas variáveis: principal e secundárias não cumulativa nem exclusivamente.

Garantimos ainda uma taxa de fiabilidade de 95% na nossa amostra, graças às condições inalteráveis do status de Facebook e contínua publicação de pelo menos 80% de imagens diárias de refeições de solteiros do sexo masculino no Instagram.

Admitimos porém uma taxa de erro de 5%, explicada por potenciais falhas de internet no telemóvel que poderão não ter permitido o acesso a dados actualizados ao segundo, mas garantindo um prazo máximo de 24h para recolha dos mesmos.

E por isso que comseguimos anunciar em primeiríssima mão, as principais conclusões
1) Os actuais machos descomprometidos e disponíveis no mercado de engate português deixaram de querer comer um bom naco de carne ou mesmo uma febra;
2) Os actuais machos descomprometidos e disponíveis no mercado de engate português prefere alimentar-se de: SEMENTES e BAGAS!

Assim, se anula a hipótese A) Os homens disponíveis são todos gays; e a hipótese B) Não há homens disponíveis no mercado; ficando por explicar a hipótese C) Não há homens solteiros interessantes.

É pois nosso dever continuar na vanguarda da investigação e temos já como futuro tema de pesquisa "A adaptação esquelético-motora de machos descomprometidos e disponíveis no mercado de engate português e comedores de alpista".

Aguardamos apenas o financiamento necessário à nossa linha de investigação vital ao mercado português dos solteiros/as e do engate.

Ámen.

Todos os homens da minha vida foram importantes.

Todos. Desde os homens da família, aos romances e aos ex que me magoaram mais do que imaginei ser possível suportar e nem desconfiava ter coração para tanto.

Com todos eles, no meu âmago, fiz sempre as pazes. Porque todos eles me ensinaram coisas preciosas. Sobre o amor, sobre a vida mas principalmente sobre mim mesma.

Que nunca me falte a capacidade de entrega e que o medo de me magoar seja sempre menor do que o prazer da descoberta.

Índia

E de repente todos os livros que me vêm parar à mão são histórias que decorrem no mesmo país.

A falta de sono a esta hora leva-me a perguntar

Já abriu a época oficial da sangria, minis e tremoços?

Também sei ser um fashion blog - Parte II



A vida tem-me trazido oportunidades fantásticas, pessoas extraordinários e recompensas fabulosas. 

É este o caso da Raquel e da sua Polyphonic, a marca que criou para vender malas feitas de discos de vinil e pela qual me apaixonei à primeira vista. 

Quis a vida que eu entrevistasse a Raquel para um trabalho que fiz e que a empatia fosse imediata, não só porque me identifico com ela mas também porque a admiro na energia, na vida e nas milhares de ideias que pupulam na sua cabeça. E foi impossível resistir por mais tempo a ter uma mala destas.

E a pequenina da foto de cima habita alegramente o meu closet desde há uns dias e não só tem sido "vítima" de inúmeros olhares nada discretos como já me valeu inúmeras conversas com desconhecidos com pinta e piada!

Porque é uma peça original e exclusiva, se virem a dita cuja a passear Lisboa, já sabem que a pessoa acoplada à mala sou eu!

Juro que não entendo!

Em casa dos meus pais demoro cerca de 30 minutos a sair da cama, arranjar-me, tomar o pequeno-almoço e ir para a rua.

Em minha casa tudo isto me demora mais de 1 hora!

Pergunto-me,

Se alguma vez vou deixar de ter esta sensação de não me apetecer fazer a mala e ir, mesmo sabendo que voltarei muito mais feliz e que já não saberia viver de outra forma?

E ninguém espera ou dá sequer por isso.

E é precisamente quando a nossa vida parece tranquila e cheia de calma (aparente) que as verdadeiras batalhas se travam cá dentro.

Eureka!

Nada paga aquela sensação de ouvir uma nova música e sentir um murro no estômago.

2014 (2)

Resolveu tirar-me todos os fantasmas e esqueletos do armário.

Ando com um humorzinho de se fugir e sem razão!

Ou bem que me dão férias a partir de 25 de Abril ou bem que arranco a cabeça a alguém até ao final do mês.

Já nem eu mesma me aguento!

Sendo a cerveja a única bebida com álcool que eu não aprecio.

Pelas coincidências da vida que eu tanto aprecio, hoje houve um homem que conseguiu pôr-me a beber cerveja, ainda por cima antes das 6h da tarde. 

Pelo que acredito que é não só um absoluto feito histórico como traz inúmeros significados acoplados.

Este blog também faz serviço público em Lisboa!

Se vos acontecer saírem de casa e não encontrarem o vosso carro no sítio onde o deixaram estacionado no dia anterior não vale a pena panicarem e acharem que foi roubado.

A opção mais fiável é enviar um sms para o 3838 com a plavra "Reboque" seguida de um espaço e da matrícula da vossa viatura (com os tracinhos no meio e as letras maiúsculas).

Depois é só aguardar pela recepção da resposta a dizer-vos onde se encontra o vosso carro (que será certamente no cú de Judas!) e pagar 102€ pelo reboque mais o valor da multa de mau estacionamento (que no meu caso foi 60€!).

E não bufar muito porque não adianta nada (e menos ainda pensar no que se podia fazer com 162€!).

Também sei ser um fashion blog!

Os suspensórios são muito bonitos mas não foram feitos para serem usados por mulheres.

Além de não darem jeitinho nenhum na parte das mamas são ainda mais desconfortáveis sempre que precisamos de ir ao wc.

Day 4: Up close & Personal


O dia em que decidimos nós próprios colocarmos uma cicatriz na nossa pele, é o dia em que nós e a vida mudamos. Mesmo que ainda não o saibamos intrinsecamente.


A minha tatuagem é uma marca permanente da qual me esqueço na maioria dos dias. Calha de vez em quando dar por ela quando saio do banho e me cruzo com o espelho. Mas na maioria dos dias, das semanas e dos meses até, nem me lembro sequer que ela existe.

A minha tatuagem tem uma história. Uma história enorme que seria impossível de resumir em palavras, dada a profusão de sentimentos que lhe são inerentes. E a minha tatuagem conta a minha história, assim numa espécie de premonição de toda a minha vida, passada, presente e futura.

Não a exibo mas sinto-me profundamente orgulhosa dela. Porque se funde com a minha pele e com a minha alma.


Com cores vivas.

Em dias como hoje tenho vontade de sair à rua e ir pintar paredes para ver se Lisboa se torna menos escura e menos solitária também.

E cansativos, também andam fisicamente desgastantes.

Os meus dias andam tão esquisitos que além de me parecer que vivo 48h em apenas 24h, não sei bem em que ajustamento cósmico me posso situar.

Day 3: No.1


A minha mãe será sempre uma das minhas prioridades e exemplos. 
Discutimos muito e quando estamos juntas mais que um fim-de-semana é coisa que me arrasa os nervos. 
Somos diferentes em quase tudo, física e psicologicamente. Temos ideias opostas sobre tantas coisas que seria caso para dizer que muito é o que nos separa e se não fosse o amor desmesurado que sentimos uma pela outra já nos teríamos separado à muito.
Mas a minha mãe é a minha pessoa. Aquela que nunca me falhou, que sempre apoiou as minhas loucuras, que conhece o pior de mim mas sabe também de todo o meu potencial e ama-me por tudo isso.
E depois manda-me cartas destas e eu fico derretida, babada, de lágrimas nos olhos a ler aquilo que ela me diz. Porque o amor sente-se nisto também.


Day 3: On my dashboard



O meu pequeno-grande quadro magnético do Ikea onde estão algumas das coisas mais importantes e que me inspiram sempre que tenho de trabalhar e/ou escrever na secretária de casa: a caricatura da Faculdade; um desenho dos meus gatos feito por um homem muito importante na minha vida; um autocolante de uma garrafa de vinho de um jantar sobre viagens com 30 desconhecidos da Table & Friends; um autocolante em alemão trazido por uma amiga dos blogs que conheci no dia do meu aniversário em minha casa; um cartão personalizado que vinha numa fotografia que uma artista me ofereceu como agradecimento por um artigo; as canetas que colecciono e espalho casa fora; um marcador de livros que já não me lembro como chegou cá a casa; uma frase que devia seguir à risca mas de vez em quando esqueço-me; um postal da revista da Fundação Saramago que leio todos os meses e finalmente os ímans de algumas cidades que conheci nos últimos anos.


Não podia desejar uma vida melhor e o quadro está cá para me lembrar de me sentir agradecida à vida por tudo isto.

Ainda que tenha sido tratada nas palminhas!

Quando ontem constatei que era a única mulher a viajar em primeira classe, percebi que de facto a igualdade de género ainda é claramente uma utopia.

Day 2: Starts with "A"



Airplane, Airline, Avião e Amor (hoje em especial).

Por ser a companhia aérea portuguesa e a partir de hoje a única no meu coração (mesmo com os atrasos e hoje não é excepção nessa área), por me ter facilitado e muito a vida e por me ter dado uma solução rápida e fácil.

E hoje volto para casa neste e em primeira classe!


A história dos alemães, esses grandes amigos.

A vida é curiosa e nunca deixa de me surpreender.

Apesar de hoje ser dia 1 de Abril, o oficial dia das mentiras em que as maiores alarvidades se podem dizer sob a desculpa do referido dia, a verdade é que a Lufthansa está mesmo em greve até à próxima sexta-feira. E eu que estou a mais de 3350 kms de casa comecei a ver o caso mal parado e sem saber bem quando regressaria deste frio glaciar que se me entranha nos ossos.

Queixei-me, ri-me, tentei fazer piadas com a situação mas a verdade é que no fundo estava aflita para regressar, não só porque tenho compromissos pessoais que quero cumprir e que passam por alimentar os gatos dos meus amigos no fim-de-semana, mas porque não me agradava a ideia de estar fora de casa mais do que o esperado.

Claro que o que não tem remédio remediado está, mas a verdade é que só me rendo perante evidências comprovadas de que mais nada há a fazer. Após as minhas tentativas de solucionar a situação, foi-me dito que a Lufthansa apenas me assegurava regresso no Sábado, quando a minha viagem de volta devia ser na 5ª feira. Ora isto não pode ser, primeiro porque a minha Bastet morria de saudades minhas, segundo porque tenho uma formação paga no sábado que quero assistir mas acima de tudo porque os gatos dos meus amigos não podem ficar sozinhos no fim-de-semana.

Toca de pôr meio mundo a mexer o rabo e ver que soluções e alternativas tenho e que transtornos mais me vai causar a temosia de pilotos alemães que supostamente nunca fazem greve.

Valeu-nos a santa TAP que tantas vezes amaldiçoei pelas seus eternos atrasos, que se repetiram mais uma vez na viagem de vinda mas sem mais complicações que um rabo mais quadrado na cadeira do Harrods do aeroporto de Lisboa. Desta vez a TAP cumpriu mais que o prometido. Deu-me direito a regressar amanhã a meio da tarde, em vôo directo a tempo de ainda chegar a casa para jantar.

Mas a parte mais engraçada da história, aparte os 330€ que vão ser pagos a mais felizmente não por mim, é que regresso em classe Executiva. A minha primeira viagem na vida feita em Executiva vai ser feita por causa dos alemães, esses grandes amigos, que tanto querem que a gente poupe e depois nos "obrigam" a viajar em 1ª classe.

Só tenho mesmo medo do tombo que vai ser voltar a viajar em Turística da próxima vez.

Day 1: I heart


O típico símbolo português, país a cuja minha alma pertence e com o coração ele próprio lá integrado.



Apetece-me!



Aprendizagens:

A distância permite-nos ganhar perspectiva.