A história dos alemães, esses grandes amigos.

A vida é curiosa e nunca deixa de me surpreender.

Apesar de hoje ser dia 1 de Abril, o oficial dia das mentiras em que as maiores alarvidades se podem dizer sob a desculpa do referido dia, a verdade é que a Lufthansa está mesmo em greve até à próxima sexta-feira. E eu que estou a mais de 3350 kms de casa comecei a ver o caso mal parado e sem saber bem quando regressaria deste frio glaciar que se me entranha nos ossos.

Queixei-me, ri-me, tentei fazer piadas com a situação mas a verdade é que no fundo estava aflita para regressar, não só porque tenho compromissos pessoais que quero cumprir e que passam por alimentar os gatos dos meus amigos no fim-de-semana, mas porque não me agradava a ideia de estar fora de casa mais do que o esperado.

Claro que o que não tem remédio remediado está, mas a verdade é que só me rendo perante evidências comprovadas de que mais nada há a fazer. Após as minhas tentativas de solucionar a situação, foi-me dito que a Lufthansa apenas me assegurava regresso no Sábado, quando a minha viagem de volta devia ser na 5ª feira. Ora isto não pode ser, primeiro porque a minha Bastet morria de saudades minhas, segundo porque tenho uma formação paga no sábado que quero assistir mas acima de tudo porque os gatos dos meus amigos não podem ficar sozinhos no fim-de-semana.

Toca de pôr meio mundo a mexer o rabo e ver que soluções e alternativas tenho e que transtornos mais me vai causar a temosia de pilotos alemães que supostamente nunca fazem greve.

Valeu-nos a santa TAP que tantas vezes amaldiçoei pelas seus eternos atrasos, que se repetiram mais uma vez na viagem de vinda mas sem mais complicações que um rabo mais quadrado na cadeira do Harrods do aeroporto de Lisboa. Desta vez a TAP cumpriu mais que o prometido. Deu-me direito a regressar amanhã a meio da tarde, em vôo directo a tempo de ainda chegar a casa para jantar.

Mas a parte mais engraçada da história, aparte os 330€ que vão ser pagos a mais felizmente não por mim, é que regresso em classe Executiva. A minha primeira viagem na vida feita em Executiva vai ser feita por causa dos alemães, esses grandes amigos, que tanto querem que a gente poupe e depois nos "obrigam" a viajar em 1ª classe.

Só tenho mesmo medo do tombo que vai ser voltar a viajar em Turística da próxima vez.

Comentários

Sérgio S disse…
Eheheh... Viajar em executiva é outra classe e se marcares com alguma antecedência pode ficar-te quase ao mesmo preço do bilhete em económica. A maior vantagem que já tive foi há coisa de duas semanas quando vinha de Bruxelas e por ter bilhete em executiva pude levar a bagagem de mão comigo em vez de ir para o porão uma vez que as cabines das malas encheram logo e eu não fui das primeiras pessoas a entrar. Já ontem que vim em classe pobre fiz o numero dos velhos e fiz por ser dos primeiros a entrar para não correr esse risco. No final chegas ao mesmo tempo ao mesmo sitio e a verdade é que para viagens pequenas (i.e. dentro da Europa) é mais para o estilo que outra coisa, o que para mim que gosto de ser bem tratado não é indiferente. De resto apesar dos atrasos da TAP (a semana passada apanhei uma seca de 3 ou 4 horas para vir de Madrid), o serviço da TAP é o meu preferido, ao qual não é indiferente as pessoas, e por mim dou sempre preferencia em voar na TAP.
Ana A. disse…
Caro Sérgio S,
Relamente ontem pude comprovar que de facto é mesmo outra classe. Uma classe comlpletamente à parte, no bom e no mau.
No que falas da bagagem e porque sou sempre pobre e viajo em Turística, adopto sempre a táctica dos velhotes e geralmente estou no início da fila para garantir que a minha mala viaja sempre comigo. Sempre !

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