O décimo mês do ano.

Outubro foi um mês ambivalente. Logo visível no facto de me estar a pedir um balanço sem motivo ou razão alguma. 


Outubro encerra em si um ciclo, que nem eu própria sei bem qual é. Mas há um sentimento intrínseco de fecho que se foi intensificando à medida que Outubro decorria. E eu aprendi já que há coisas que não se explicam, apenas se sentem e isso por vezes tem de ser suficiente.


Outubro foi um mês de temperaturas quentes, ao contrário do que sempre nos habituou. Este ano, Outubro brindou-nos com um calor maduro, tardio, a lembrar os dias lânguidos, permitindo-me estar na praia em dias que eu não planeava e a usar a roupa de Verão até já não saber mais o que vestir.

Outubro foi um mês que prometeu e não cumpriu e cumpriu tanto mesmo sem prometer nada. Foi um mês de viagens constantes, de descobertas de cidades novas, de revisitação de algumas antigas. Um mês de ir para fora cá dentro, ir cá dentro lá fora e todos os inversos possíveis. Foi um mês de viagens a quatro com muita risota e partilha pelo meio, da loucuras que só se fazem com amigas e da descoberta das pessoas para lá da vida profissional que nos une.

Outubro foi um mês de solidão. Da boa que nos ajuda a perspectivar e da menos boa que nos faz chorar de vez em quando. Foi um mês de retomar tradições antigas e reunir amigos lá em casa, como se fazia a cada passo no ano que passou. De voltar a fazer convites a vizinhos, com igual taxa de insucesso mas sempre com igual fé. 

Outubro foi um mês de stress imenso e exigências desumanas, mas de iguais doses de satisfação e reconhecimento externo pela melhor parte de nós. 

Outubro foi o virar de páginas, de acções não concretizadas que tenciono manter assim. Um mês de muitas contagens, de tomada de consciência de tempos e passos. Foi também por isso um mês de corridas, literais e figurativas em países que visitei pela primeira vez e naqueles que passo a vida a visitar.

Um mês de abusos e de regras, que conviveram pacificamente em pouco mais 30 dias.

Foi um mês de aceitação e superação de limites, porque é possível ter os dois reunidos num só mês.

Se tivesse de o resumir, Outubro terá sido um mês de montanha russa, de lados solares e lunares, um mês Ying Yang.

Sei que Novembro me vai revirar do avesso, quanto mais não seja para me fazer sempre recordar este Outubro especial sem que haja rigorosamente nada de especial a assinalar. 
Vem aí um Novembro revolucionário. Será talvez por isso que eu decidi começá-lo a limpar as armas e a repor as baterias. 

No que depender de mim Outubro terá servido de balanço e de balança, ponto de ebulição e condensação. Outubro foi um mês que me preparou imensamente bem para um eterno Sweet November...

Estou em contagem decrescente.

Para as coisas boas que me esperam no regresso a Portugal. 

E quase me tinha esquecido da sensação de friozinho na barriga.

Está-me nos genes!

E no meio dos 200 homens de todos os países dessa Europa fora, eu tinha de engraçar e passar o dia em troca de olhares com um Português, pois claro!

Este ganha pontos por ter tentado!

Estou num Evento Europeu com pelo menos 200 homens e um deles acaba de me convidar para ir ver a vista do quarto dele que é no 16º andar.

Quão marado um cérebro pode estar

Para sentir o cheiro de flores no Jardim e pensar automaticamente quem estava a fumar cigarrilhas logo pela manhã?!

Nota-se muito?

Ando com tanto trabalho, mas tanto trabalho e dezenas de viagens à mistura que nem sei mesmo para onde me virar!

Sou tão fácil!

Hoje quase chorei de alegria ao voltar a saborear o meu café da manhã.

Partilhar um táxi com um estranho? Check!

Este era Grego, Professor Universitário de Química, de olhos azuis e cabelo grisalho, casado e na casa dos 50 anos.

Zagreb trouxe-me tantas coisas boas e inesperadas de uma só vez!

Caro S. Pedro

É bom que haja sol no fim-de-semana em Lisboa.
Não só estará lá uma das pessoas mais queridas na minha vida, como preciso de secar roupa urgentemente, sob pena se não ter o que vestir nas próximas viagens!

Sabemos que a vida já nunca mais será como antes!

Acabaram de me criar uma hashtag no Instagram chamada #ana_correndopelomundo.

Primeira impressão Croata:

Os homens croatas fazem definitivamente o meu género!

O Deus de Ébano - Uma breve introdução ao conceito!

Tenho recebido alguns comentários, e-mails e conversas sobre o Deus de Ébano com inúmeras perguntas sobre o dito cujo, sugestões de potenciais formas de engate e conselhos amorosos.

Tenho os melhores leitores/amigos do Mundo que se preocupam comigo e apreciam o tom bem-humorado com que falo sobre a minha (in)existência de vida amorosa dos últimos meses. Ou poderia mesmo dizer do último ano!

Assim, achei que um enquadramento era necessário, mais por diversão vossa que minha.

Para que percebam melhor os meus dramas, eu trabalho numa empresa com mais 850 colegas, entre os quais o Deus de Ébano. São 8 edifícios espalhados por vários metros quadrados de área, sendo que o meu fica geograficamente distante do dele e ambos têm garagem, pelo que a probabilidade de nos encontrarmos no estacionamento é inexistente.

Acresce a isso, o facto de eu trabalhar num departamente diametralmente oposto ao dele, sendo que eu trabalho num sector hiper específico onde somos 5 pessoas na equipa e ele é Director de uma das maiores áreas de negócio cá do sítio, que tem cerca de 480 pessoas das 850 que cá trabalham.  A juntar a isto, ele é Director e eu sou uma mera Técnica. Tenho acima de mim uma Coordenadora e uma Directora, 2 míseros patamares de diferença.

Em suma, estamos a falar de coisas distintas. As hipóteses diria eu são practicamente inexistentes. 

Mas como estamos a falar de mim, euzinha, já se sabe que tudo pode acontecer não é? 

Stay tunned!


Turn off:

#12 - Homens que não saibam cozinhar.

Breve introdução ao Conceito: Regalia

Acordar às 9h da manhã em Paris com um céu azul lindo e ter o sol a bater-me na cara enquanto espreita pelas árvores em frente à minha janela.

Isto é que é planear!

Há a possibilidade de, no próximo ano, levar comigo a Atenas o Deus de Ébano e eu decidi começar já a ver hóteis românticos, com vista para a Acrópole.

8 Coisas que eu aprendi desde que comecei a correr:


1. Aprendi quais os cafés e padarias que já estão abertos às 7h da manhã, os que já têm pão fresco e onde é que os bolos cheiram melhor. Tão bem, mas tão bem que corro mais rápido só para não lhes sentir o cheiro.

2. Aprendi que não consigo comer nada antes de ir correr de manhã. Que me é muito fácil e rápido acordar e vestir-me, beber um copo de água e sair para gastar as calorias e o stress. E nem sequer sinto fome nem qualquer fraqueza enquanto corro, mas que quando paro parece que tenho um buraco negro no estômago.

3. Aprendi que as luzes de Lisboa se apagam às 7h20 em ponto, que os cantoneiros passeiam em grupo pelas ruas fora, que o nascer do sol é um momento mágico mesmo quando há nuvens a espreitar e que esta parece ser também a hora preferida para os donos passearem os cães.

4. Aprendi quais os vizinhos do meu bairro que também correm ou andam logo pela manhã no mesmo Jardim que eu. Re-aprendi que dizer "Bom Dia!" e cumprimentar as caras habituais lhes põe um sorriso no rosto e algum conforto na alma e que também sabe bem ser reconhecida pelos outros.

5. Aprendi que os homens mais bonitos e jeitosos também correm e que a grande maioria deles o faz diariamente. Ou isso ou o fazem no mesmo dia que eu!

6. Aprendi que correr ao final do dia não me sabe ao mesmo. Qure começar a manhã e sair para rua enquanto vejo lentamente a cidade a acordar é das melhores sensações que tenho e vou guardando ao longo do dia.

7. Aprendi que correr de manhã cedo me ajuda a preparar o dia, a arrumar as ideias e a libertar as coisas menos boas que podem ter entrado no nosso pensamento durante a noite mesmo sem terem sido convocadas. E que o banho pós-corrida é das coisas mais revigorantes da vida.

8. Aprendi a ouvir o meu corpo melhor e mais facilmente. A perceber quando ele está mais cansado do que o normal e que acordar cedo para correr só o vai deixar mais exausto, a ouvir quando ele tem energia acumulada que precisa de libertar e a perceber que aquilo que me apetece mesmo comer por mais descabido que possa ser é exactamente o que preciso.

Pergunta do dia:

#5 - Haverá algo mais constrangedor do que assistir a uma cena de (bom) sexo com um quase-desconhecido ao lado?

Porque é que Campo de Ourique é o melhor bairro de Lisboa!

Sempre que digo a alguém que moro em Campo De Ourique a expressão que se segue menciona uma de duas coisas: o pesadelo do estacionamento ou o Mercado. 

Nenhuma delas é assim tal qual a pintam.


Estacionar em Campo de Ourique, para aqueles que são moradores declarados e conhecem as rotinas do bairro é mais fácil do que parece aos visitantes lisboetas. Assim como o Mercado de Campo de Ourique promete mais do que efectivamente cumpre.

Mas o melhor de tudo para mim, é morar num bairro onde as senhoras da frutaria onde vou me tratam pelo nome e me perguntam automaticamente de que país cheguei e qual o próximo para onde vou.

É morar num bairro onde a senhora da padaria me oferece 2 pães a mais porque já é final do dia e vão-se estragar se não forem vendidos.

É morar bum bairro onde o condutor do carro que parou na passadeira me diz adeus porque já me conhece.

É morar num bairro onde a vizinha de baixo me enche a casa de maçãs porque trouxe 5 caixas da quinta e tem muitas mais lá ainda.

É morar num bairro onde dizer "Bom dia!" ou "Boa tarde!" são tão normais como sorrir a quem passa por nós.

Tudo bons motivos para que o problema do estacionamento seja esquecido e uma visita ao Mercado saiba bem, quanto mais não seja para reencontrar as pessoas de sempre.

O Porto multicultural!

Uma aula de História com um Judeu , um café com um Persa e uma ida ao cinema com um Angolano!