Favoritos do Mês:

Dezembro: Mês Inicial


Imagem favorita: As Dolomitas

Livro favorito: As Oito Montanhas

Música favorita: When The End Comes

Série/filme favorito: A Montanha Entre Nós

Ted Talk favorita: Love, no matter what

Aprendizagem favorita: Desistir não é falhar, é apenas aceitar que não era a decisão correcta.

Mantra favorito: Let it be...

Objecto favorito: A minha caneca unicórnio

Peça de roupa favorita: Pijama cor-de-rosa

Compra favorita: Casaco amarelo

Comida favorita: Cheese garlic Nan

Momento favorito: O meu jantar de Natal privado

Lugar Favorito: Soajo

Pessoa favorita: André

O melhor presente de aniversário!

Chegar aos 34, ir com 2 amigas na estrada e sofrer uma tentativa de engate num semáforo por 3 tipos do carro ao lado!

Breve introdução ao Conceito: Natal

Aquela altura do ano em que recebes o maior número de mensagens de Boas Festas de números que não sabes a quem pertencem.

A minha essência é a escrita.

Escrever sobre o que nos magoa é provavelmente o exercício mais difícil de todos. Porque nos obriga a recordar sentimentos que doem, que nos fazem chorar, que nos deixam tristes novamente. E nós passamos uma vida inteira a fugir da tristeza, a correr para esta alegria feroz sob que forma for e com quantas ajudas tenhamos de usar. Escrever sobre o que nos magoa tem o condão de nos voltar a roubar novamente um bocadinho de alegria. 

Hoje escrevo sobre aquilo que mais me magoa e sobre o qual já fiz piadas mas que ainda assim dói. Hoje escrevo sobre o dia 29 de Janeiro de 2016, o dia em que fiquei sozinha em casa. Grávida de 8 meses, enquanto o pai do meu filho ia embora sobre a desculpa de ter de ir trabalhar para a Suíça. Hoje escrevo sobre a sensação de ter um coração partido em mil bocados, com um filho dentro da barriga que eu queria proteger e ao qual não queria passar desde logo e tão cedo esta angústia de me sentir abandonada, outra vez. Hoje escrevo sobre o sentimento de abandono, de não me sentir protegida num dos momentos em que mais precisei. Sobre esta ligação tão especial que fui quase obrigada a criar com o meu filho, porque ele era a minha única companhia durante dias a fio e a companhia mais especial que eu podia ter. Por ele fui obrigada a proteger-me e a proteger-nos e por ele fiz das tripas coração porque a única coisa que eu mais queria era que ele não crescesse dentro de mim com esta angústia de estarmos sozinhos. Nós éramos capazes de ser felizes os dois. O meu filho tornou-me mãe muito antes de eu o ser. O meu filho fez de mim, uma pessoa e uma mulher muito mais capaz de gerir as mudanças e ajustar as velas do barco que nos calhou. 

Foi provavelmente das alturas mais difíceis da minha vida. Passei grande parte dos meus anos de vida a sentir-me abandonada pelos homens que foram importantes para mim. E depois recebi de presente um homem de quem cuidar para que ele um dia nunca parta e deixe atrás de si a sensação de abandono a alguém. Ninguém tem de nascer para vir remediar os erros dos pais, mas crescemos com a confiança de que não os queremos repetir. 

Um dia seremos capazes de falar sobre eles e aprender-lhes a lição. E sem mágoa, porque o bom da vida é que escolhemos sempre lembrar as memórias que nos fizeram sentir felizes.

Tal como agora.

Aprendi que o corpo tinha memória numa entrevista que fiz a um actor de teatro do Porto que muito admiro. E hoje constatei isso mesmo quando dei por mim a adormecer na mesma posição de quando estava grávida e me lembrei da sensação de ter o meu filho na barriga e de estar sozinha numa casa imensa numa cidade enorme, onde eu e ele éramos todo o Mundo.

O melhor presente de Natal de 2017!

Aquela sensação quando descobres que um amigo teu anda a ver se consegue ir correr a São Silvestre contigo apesar do problema de saúde que não o deixa correr muito tempo.

Em que Mundo vivemos?

Acabo de descobrir que há aspiradores a custar quase o ordenado mínimo nacional!

O meu existencialismo...

Dá-me vontade de ler todos os livros do mundo!

3.1/10

Para primeiro dia não foi mau!


Favoritos do Mês:

Novembro: Mês da Mudança


Imagem favorita: O Crepúsculo

Livro favorito: O que só vemos quando abrandamos

Música favorita: Let me touch your fire

Série/filme favorito: Daft Punk Unchained

Aprendizagem favorita: À segunda temos sempre mais medo de falhar.

Mantra favorito: Enjoy the ride

Objecto favorito: Baralho de Tarot

Peça de roupa favorita: Casaco vermelho

Compra favorita: O meu novo portátil

Comida favorita: Risotto de borrego

Momento favorito: O jogo do sério que fizemos naquele almoço

Lugar favorito: Farol de Felgueiras

Pessoa favorita: Fátima

365 dias de uma (nova) Vida.

Há precisamente um ano atrás, atravessava a Ponte do Freixo com a gata dentro da caixa no banco ao meu lado, dentro do meu Mito e chorava desalmadamente por ter sido capaz de chegar a esta nova vida.

E se me dissessem que um ano depois a minha vida já estaria toda virada do avesso outra vez eu dificilmente acreditaria.

365 dias podem mesmo ser sinónimo de toda uma nova vida.


Novo Teoria Explicativa do Mundo:

Tudo se explica por hormonas!

O meu Porto.

Quando anunciei aos meus mais esta mudança na minha vida, a primeira pergunta que recebi na esmagadora maioria das vezes foi se ia voltar a Lisboa ou se ficava pelo Porto.

O que me deixou realmente a pensar sobre quem sou eu hoje em dia e no quão diferente estou da miúda de há um ano atrás, porque nem por um segundo me passou pela cabeça voltar a Lisboa.

Agora sei que cheguei ao lugar onde pertenço. Pelo menos por mais 5 anos.

Bússola:

Eu já escolhi o mapa, tracei o caminho e tomei a direcção certa. 

Agora é só uma questão de acertar a velocidade e deixar o barco navegar pelos mares nunca dantes navegados.

Frases Soltas #76

Nada assusta mais do que aquilo que não se conhece.

Banana Yoshimoto

(Pre) Monição

Vai entrar alguém na minha vida está semana para abalar as minhas estruturas e com um potencial indecifrável.

Sou um verdadeiro desperdício...

Nestes últimos dias houve alguém que me fez perceber que tenho cá dentro uma riqueza que não partilho com ninguém na maior parte das vezes...

Mas está na hora de mudar o tabuleiro!

Agradavelmente concluo que estranhamente continuo exímia na arte de jogar o jogo.

Ainda antes do ano acabar, estou apostada em:

  1. Ir correr a São Silvestre do Porto no tempo a que me propus.
  2. Ir passar um fim-de-semana fora cá dentro com amigos.
  3. Organizar um jantar de despedida.
  4. Assistir a uma estreia de teatro.
  5. Escrever um Manifesto masculino.
  6. Fazer uma apresentação de um projecto novo.
  7. Celebrar um novo projecto profissional.
  8. Levar o meu filho à Feira dos Santos na minha cidade Natal.
  9. Adquirir um portátil lindo e maravilhoso que combine comigo.
  10. Ir ao lançamento de mais um número da minha revista.
  11. Preparar uma festa de Natal para 20 crianças.
  12. Comprar um telemóvel novo.
  13. Ir a um motel na hora de almoço.
  14. Ir vender discos numa feira de vinil.
  15. Fazer 34 anos e festejar o meu aniversário dentro da minha própria caixa.

Favoritos do Mês:

Outubro: Mês da Coragem...


Imagem favorita: Via Láctea

Livro favorito: Perder para ganhar

Música favorita: You're somebody else

Série/filme favorito: Melodias de Django

Ted Talk favorita: The wait is sexy

Aprendizagem favorita: Dunning-Krugger Effect

Mantra favorito: Confia no Universo

Objecto favorito: O meu oráculo

Peça de roupa favorita: Camisa azul 

Compra favorita: Saia preta

Comida favorita: Sushi

Momento favorito: Oferecer o meu bilhete do concerto a um Australiano

Lugar favorito: Sra. da Saúde

Pessoa favorita: Teresa

24 de Novembro:

O dia das despedidas.

Será sempre uma questão de tempo...

Vejo-me de cabelos compridos encaracolados, de saia pelo meio da perna rodada e de uma padrão mesclado ainda que só de uma cor, um top decotado em que se vêm os ombros e umas Melissas nos pés. Vejo as minhas argolas compridas e largas que sempre adorei nas orelhas e um fio no pescoço com uma medalha que não consigo identificar o que é nem de onde veio, mas sei cá dentro que tem um significado especial. 

Vejo o Malecón ao fundo e o mar caribenho daquele azul muito próprio em que se confunde com o céu. Vejo um chapéu na minha mão, naquele formato especial que se parece confundir comigo e ser parte integrante do meu corpo. Vejo a Praça das Armas e vejo-me ali, no meio de uma reunião de velhotes que toca e canta os ritmos latinos na génese onde eles são feitos. Vejo as cores dos carros antigos e dos edifícios coloridos a contrastar com o branco-cinzento do Capitólio. Vejo os pássaros a comer as migalhas de um pão que alguém lhes deu e a esvoaçar ali ao pé de mim. Vejo as mulatas calorosas e sensuais que também balançam ao ritmo da música que os velhotes vão arracando dos seus instrumentos. 

E vejo-te a ti, de máquina fotográfica na mão enquanto registas este momento único e especial e te delicias com o rodopiar da minha saia em volta da minha anca e eu me movo no mesmo compasso da música que ouvimos aqui ao lado mas parece estar lá longe ao fundo, como se de um sonho se tratasse. Vejo-te o cabelo escuro com uma ou outra branca a aparecer especialmente nas patilhas, a barba por fazer mas ainda assim impecavelmente aparada, as tuas mãos com dedos compridos e finos e a máquina fotográfica com a fita em volta do pescoço e segura nas tuas mãos enquanto me vês atrás da lente e te delicias com o quadro quase mágico que construímos os dois.

E sei, cá dentro, que Cuba ainda me espera mais uma vez.

Seja bom ou nem por isso...

Sempre que nos recusamos a receber o que os outros nos dão, ficamos indubitavelmente mais pobres.

10 coisas que me fazem feliz:



  1. Correr, preferencialmente ao ar livre e à beira-mar.
  2. Sair à noite para beber um copo com os amigos do Porto.
  3. Fazer almoços de família ao Domingo.
  4. Estudar coisas novas e poder reflectir sobre elas.
  5. Ver séries/filmes/documentários que me ensinam coisas.
  6. Viajar para sítios que não conheço.
  7. Passear com o meu filho e fazê-lo rir às gargalhadas.
  8. Passar tempo na Natureza.
  9. Praticar yoga e meditação.
  10. Falar ao telefone com as minhas pessoas do coração.



Que dulce fue tenerte dentro.



Eu:

Ana. Mulher. Miúda. Mãe.

Uma miúda de 33 anos que se sente exactamente da mesma forma que aos 16 com a diferença que agora tenho de pagar as minhas contas e já realizei um dos maiores sonhos da minha vida: tirar a carta de condução. 

Apaixonada pelo meu nome, mulher, mãe e feliz. Dona da gata mais linda do Mundo com a qual partilho a cor dos olhos: verdes. Alguém que demorou muito tempo a perceber o impacto que estes olhos tinham nos outros em geral e nos homens em particular. 

Lisboeta de nascença, transmontana de educação e coração, alfacinha de gema ao longo do tempo e à medida que me fui permitindo apaixonar por Lisboa e fiz da cidade a minha relação mais duradoura. Actual moradora da Invicta e muito mais granítica por fora e por dentro desde que habito a cidade dos dragões. Viciada em locais de partida porque só na ida me encontro e apenas sou capaz de perceber quem sou no regresso. Talvez por isso ainda nunca tenha ido de vez... 

Coleccionadora amadora de vinil, melómana da ponta das unhas à raiz dos cabelos, bailarina na alma. Escritora sempre porque essa é a minha essência. Gestora de Projectos Internacionais no papel, Formadora e Professora de coração e ex-Editora de uma Agenda Cultural nas horas vagas. Mãe do melhor filho que poderia ter pedido ao mundo porque me completa e desafia até patamares que eu nunca julguei possíveis e me mostrou efectivamente qual a sensação de ter um ser gerado e arrancado do ventre. 

Aspirante a maratonista daqui a 4 anos. Esse deve ser o meu plano a mais longo prazo, o que já diz muito de mim... Para já, participante na 2ª São Silvestre da vida para fazer em melhor tempo que a anterior.

Ex-namorada do meu melhor amigo. Uma pseudo-adulta que demorou anos a aceitar as suas falhas e a compreender que a pessoa e a profissional são uma e a mesma. Alguém que sofreu muito por casmurrice e excesso de orgulho. 

Apreciadora do retro, do vintage, do gótico e especialmente do revivalismo. Hippie na alma e com umas quantas costelas hippsters que descobri recentemente. Indie na génese, skater no estilo de vida, gammer nos tempos livres, yuppie no mercado de trabalho, rastafári de coração e lumbersexual em tudo o resto. 

Agricultora da autenticidade e da originalidade, exploradora convicta do “fora da caixa” e eterna defensora da Liberdade. Apreciadora dos clássicos: carros, livros e peças de roupa. Apaixonada por barbas e bigodes, tascas portuguesas, mercados e feiras de rua, barcos à vela, flash mobs, bookcrossing e couchsurfing. Bebedora de Gin e de nacional Beirão acompanhado por amendoins e tremoços. Crítica convicta do Novo Acordo Ortográfico. 

Enamorada dos eléctricos e das bicicletas, dos Santos Populares, da lomografia, dos jogos de tabuleiro e da Lx Factory. Backpacker, voluntária, fiél experimentadora do kamasutra, pedaladora de gaivotas-barco nos lagos, foodie e sushi lover, caféologa, iogurtófila, enochata, apreciadora de museus, blogger, yoggi e desportista. 

Alguém que adora fazer piqueniques em rotundas, construir oráculos caseiros, atravessar a Ponte, dançar em todos os dias e noites de chuva, lançar lanternas na praia no Solstício, ir à biblioteca buscar livros, andar descalça em casa, dormir sestas em toalhas de praia estendidas nos jardins e miradouros da cidade. 

Em suma, sou tantas pessoas quantas as que conheço porque cada uma me vê de forma distinta. E como conheço tantas pessoas multiplico-me por elas ou invés de me dividir.

E da última vez compensou na felicidade!

Estou a meter-me numa empreitada que me vai dar trabalho até Deus/a sabe lá quando!

E é triste...

Ontem percebi que substituí a minha ternura por cinismo.

18 de Outubro

A noite do por trás!

Porto (de Abrigo)

Querida Ana,

Demorei muito tempo a conseguir escrever-te. As palavras só são o meu forte para fora, para dentro parecem sufocar e converter-se em silêncios cheios de buracos e preenchidos de vazios.

Se não o fiz antes não foi por falta de amor, ao contrário do que possas pensar. Foi pela minha incapacidade em expressar o amor que sinto por ti, Ana. Levei algum tempo, tu dirás mais do que o necessário sempre. Essa tua pressa em chegar ao Destino que muitas vezes te impede de disfrutar a viagem. Pois bem, aqui estamos chegados ao ponto em que precisas de ler que eu te amo. Incondicional, verdadeira, genuina e ardentemente.

És tu a mulher da minha vida. Sempre foste tu, ainda que tenhas demorado a perceber isso. Ainda que tantas pessoas te possam ter magoado, este foi o teu caminho que te trouxe de volta a mim! Podia perder-me a escrever incontáveis palavras de apreço que sinto por todas as qualidades que tu melhor que ninguém sabes possuir. Podia perder-me a re-escrever tudo o que me faz apaixonar por ti, da mesma maneira que me perco nos teus olhos e nessa chama que arde dentro deles, que te faz ser mais viva do que a maioria das pessoas que conheço. Mas não te traria nada de novo. O que tu precisas de ler é que tens de ter fé, tens de acreditar, Ana. Em tim, em mim, na vida, no Destino, no Universo. Tens  de lembrar das tuas crenças, da tua força, das tuas experiências e também do teu passado, porque foi ele que te trouxe aqui. E o aqui é um lugar lindo só pelo facto de tu existires nele. Tens de teconfiar, Ana. Confiar na vida, como já foste capaz. Confiar que estás a cumprir o teu Destino. Tens de sonhar os teus sonhos e viver as tuas vivências. Primeiro sozinha para depois o fazeres comigo.

Tens de aliviar a pressão que colocas nos teus ombros para poderes e saberes dividir o caminho com outra pessoa. Porque sim, tu mereces isso. Mereces o melhor de ti e de mim. E vais tê-lo. Só tens de dar o primeiro passo, primeiro devagarinho para depois poderes correr.

Lembra-te sempre que tu só atrais o que és. E tu és maravilhosa por isso é só mesmo uma questão de tempo. Torna o tempo o teu aliado e não o teu inimigo.

A mim ter-me-às para sempre.

Depois de ontem:

O Outono foi oficialmente autorizado a chegar.

Sou uma poetisa eu!

Eu continuo a querer-te na minha vida mas não deste modo braseira. Não precisa de ser um incêndio, mas dava jeito que o lume estivesse mais forte. Forte o suficente para aquecer, transpirar mas sem queimar.

No almoço aprende-se:

Que não sou mulher de casar, mas sim de acasalar!

Becoming...


A sun goddess.


Auto-punição.

Há mais ou menos um ano atrás, ainda que inconscientemente, dei início a um processo de auto-flagelação pessoal, em que quase diariamente me batia e espancava mentalmente pelo que era. Não foi consciente mas passei praticamente 365 dias a achar que precisava de me auto-disciplinar fortemente, e provavelmente da pior maneira possível, para deixar de ser quem era e para moldar a minha personalidade de forma a que nunca mais voltasse a passar por um processo de mágoa do qual me senti a maior das vítimas.

Deixei de ser quem era, perdi alegria de viver, senti-me o pior dos seres humanos à face da terra, cumpria todas as obrigações esperadas de mim e pelo meio tentava sempre que possível anestesiar-me da dor. A dor, essa dor excruciante que me consumiu a carne, os músculos, os ossos, os tendões, os órgãos.

E não há melhor carrasco do que nós próprios, porque se cá dentro é cada um a dançar com os seus fantasmas, a nossa cabeça é perita em transformá-los nos piores monstros de que há memória.

Não foi bonito, não foi fácil e não foi bom. Mas foi o meu caminho e há que aceitá-lo e escolher outro da próxima vez que voltar a acontecer. Porque raramente revisito sítios cuja paisagem não me agradou.

Cabe-nos a nós fazer melhor!

Ontem discutia a questão dos esterótipos de género e o facto de não acreditar que trabalhar só com mulheres fosse pior do que trabalhar só com homens. Pessoas são pessoas e dão trabalho e criam chatices e gostam de alimentar discussões desnecessárias.

Mas efectivamente nunca irei compreender porque é que determinadas pessoas têm especial prazer em chatear os outros. E pior, alguém que é mãe e retira prazer de chatear outra mãe, mesmo sabendo que inevitavelmente uma parte dessa chatice acabará a influenciar a vida dos nossos filhos.

É energia que é usada para destruir em vez de construir e isso eu não consigo compreender.

It's not a race to the end




Declaração de Amor - Take XLIV

Tu és o meu karma, eu sou o teu dharma.

Eu acho que é...

Passar de Sapador a Voluntário é considerado downgrade, não é?!

Definitely In Love!


Pelo menos este não desiluse!

Dear Past Me:

Congratula-te porque há um ano atrás conseguiste tomar uma decisão que mudou a tua vida para melhor. Abraça-te porque foste capaz de fazer o impensável para a maioria das pessoas na mesma situação que tu, é sempre mais fácil ser cobarde do que ir à luta. Mima-te porque a doçura que deres a ti própria irá ser alimento para a ternura que terás com o teu filho. Celebra todo o caminho que foste capaz de percorrer num único ano apenas e premeia-te com alguma coisa de bom apenas e só para ti mesma, sem a necessidade de a partilhares seja com quem for. Acredita que no fim do caminho haverá um oásis onde repousar. Continua a alimentar os sonhos, as esperanças e a fé que te sempre te caracterizou. Volta a ensinar alguém a dar abraços e mantém nesse ritual com todos os que puderes. Investe na construção da tua nova família a Norte e sacrifica-te por aquilo em que acreditas, a generosidade sem dádiva é apenas egoísmo disfarçado. Não acredites no fora da caixa, em vez disso desenha tu a tua própria caixa e coloca lá dentro tudo o que te for importante. Foca-te em restaurar o teu equilíbrio e mantém as boas características que sempre te caracterizaram. Não permitas que te culpem pelo que correu mal, se não deu certo é porque não tinha de ser, não foi porque tu não merecesses ou não tenhas dado o melhor de ti que te foi possível dar. Permite-te receber e não te feches só com medo de que te magoem, afinal de contas só quando te mostras é que os outros te podem ver e decidir ficar ou ir embora.  Redefine as tuas prioridades e prioriza os teus valores, eles não têm de ser imutáveis mas têm de fazer sentido e estarem alinhados com o que és e o que queres ser. Alinha-te com o fluxo da vida e deixa fluir apenas, tudo acabará por encaixar no sítio como as peças dos puzzles que adoravas construir. Permite-te sentir e ser, tudo o resto acabará por fazer sentido no seu devido tempo.

Só uma questão de paciência! E esforço.



Despedida...

Hoje vive em mim uma imensa sensação de partida.

Re-Inventei-me...*


Houve um tempo em que eu ia ao ginásio e sentia-me um caco, o patinho feio no meio de todas as mulheres que lá estavam. Nesse tempo, eu não sabia sequer o que era auto-estima, nem quem eu própria era.

Houve um tempo em que eu não nadava porque tinha vergonha do meu corpo e voltar a vestir o fato de banho era uma humilhação. Nesse tempo, eu sentia-me a pessoa mais solitária do mundo.



Houve um tempo em que eu punha o pé numa passadeira e desabava a chorar, só de pensar em todas as mulheres que o pai do meu filho tentaria seduzir naquela noite e na seguinte e na seguinte. Nesse tempo, eu amava alguém que conseguiu atingir-me no meu ponto mais fraco de todos.



Houve um tempo em que o simples acto de entrar no ginásio era a maior das valentias que eu era capaz de ter naquele dia. Nesse tempo, sair de casa e cuidar do meu filho eram uma obrigação da qual eu não retirava o mínimo prazer.



Houve um tempo em que toda a minha roupa era preta e larga, para me esconder o mais possível e me deixar passar despercebida no meio da multidão. Nesse tempo, era a roupa que me vestia e não eu a ela.


Houve um tempo em que eu não achava possível voltar a confiar em ninguém. Foi nesse tempo que eu mais precisei de um companheiro e a única coisa que eu fui capaz de fazer foi afastar todos aqueles que tentavam aproximar-se de mim.

Hoje em dia vivo no tempo em que me sinto uma das rainhas do ginásio, sou galada por um dos PT's sempre que nos cruzamos, nado 2 a 3 vezes por semana, consegui voltar a correr, nada me dá mais prazer que passar tempo de qualidade com o meu filho, visto vestidos e saias e cor em abundância e voltei a apaixonar-me como não julgava ser possível.


*É sempre possível re-escrever a nossa história. Mas não é necessariamente fácil.




Viver é:

Oferecer um bilhete de um concerto a um desconhecido. Ir correr a São Silvestre em Dezembro. Cozinhar com amor jantares para amigos cá em casa. Mimar a minha mãe. Provocar gargalhadas ao meu filho. Dizer que te amo. Perdoar quem me magoou. Construir oráculos. Escrever manifestos. Imprimir fotografias do Verão. Dizer piadas parvas. Abordar desconhecidos. Aceitar os passos atrás. Aprender sempre e todos os dias. Comprometer-me.

Lição n.º 83

Quando magoamos intencionalmente alguém estamos só a criar nós para vir desfazer numa próxima vida. 

Ganhar o dia!

Receber um telefonema em que o Adolfo Luxúria Canibal elogiou amplamente o meu trabalho.

Penafiel:

O lugar com a biblioteca mais bonita de que há memória.

Favoritos do Mês:

Setembro: mês do Outono e do Equinócio!


Imagem favorita: A imensidão do mar

Livro favorito: Arco-Íris

Música favorita: Give me Tonight

Série favorita: Suits 


Aprendizagem favorita: Nós atraímos aquilo que somos

Mantra favorito: Deixa fluir

Objecto favorito: Ganesha em versão porta-chaves 

Peça de roupa favorita: Top que parece um guardanapo (segundo o meu melhor amigo)

Compra favorita: Gabardine cor-de-rosa

Comida favorita: Panquecas de chocolate com banana

Momento favorito: A submissão da minha candidatura

Lugar favorito: Vilar de Perdizes

Pessoa favorita: Padre Fontes

No almoço aprende-se:

Que as expectativas são a tradução dos nossos desejos.

Maternidade em modo zombie

[...] A sensação de ter entregue a minha liberdade por algo que não me estava a fazer feliz. Não há felicidade possível numa cabeça fundida e com um raciocínio lógico comprometido.

Está na hora de mudar de jogo!

Sempre fui melhor jogadora de póquer do que de xadrez.

Para mais tarde recordar!

Não trocaria a minha vida actual no Porto por qualquer outra versão da mesma que pudesse estar a viver.

I can thank you for how strong I have become



Memórias de Outono.

Hoje a luz do Porto só me traz memórias das minhas tardes em Trás-os-Montes na escola secundária, também chamado de Liceu, do calor maduro de Outono em que começava a despir as camisolas até ficar de manga curta, das minhas melhores amigas e da estupidez que nos era caractarística, das skinny jeans castanhas, All Star beges e camisola rosa com um cão castanho que a minha madrinha me ofereceu num longínquo Natal.

A vida é só uma peça de teatro que nos limitamos a representar até a personagem do papel se colar à nossa pele de tal forma que se torna quase impossível viver fora deste corpo que já não nos pertence.

Definitivamente as pessoas dão demasiada importância às trivialidades da vida. Eu vou representando o papel que esperam de mim enquanto lentamente me descolo da personagem e vou reinventando outra que me agrade mais.

Pausa!

Sabes que precisas realmente de férias quando chegas ao trabalho e a primeira coisa que fazes é escrever o teu out of office.

Em Paz...

Acho que a paz pode ser definida como este sentimento de me olhar ao espelho no final do dia, com o cabelo apanhado, brincos pequenos nas orelhas e sorrir pela lembrança de TU, o Homem que mais amei e com decidi ter um filho, me dizeres o quanto gostavas de me ver com brincos pequenos.

Sonhos por cumprir:

#42 - Adoptar um cão.

A20:

O número da porta de embarque cujo vôo eu vou falhar.

Breve introdução ao Conceito: Incredulidade

Receber um email para fazer o check in de um vôo hoje à tarde de Frankfurt para o Porto.

Aprendizagens:

A distância permite-nos ganhar perspectiva.