CV Sentimental:

Nesta coisa do currículo amoroso, e ao contrário do CV profissional, várias relações não funcionam como valorização da experiência passada mas antes como reconhecimento inequívoco das falhas e erros passados. 
Por isso aqui, experiência na óptica do utilizador é sinónimo de medo do compromisso e outras actividades de voluntariado significa apenas que só um lado estava disponível para uma relação. 
No fundo, no fundo, e tal como no mercado de trabalho, andamos à procura da entidade patronal certa que nos valorize como nós achamos que merecemos e nos recompense sempre que fizermos um trabalho bem feito. 
O problema é que nem sempre temos as competências exactas à função e tal como num emprego somos maus a ouvir críticas e humanamente avessos à mudança. 

Isto do amor parece ser um emprego a tempo inteiro...

Comentários

Calíope disse…
Ana, desculpa, mas não concordo com nada. A experiência não serve (apenas) para valorizar o cv, mas para dar bagagem e músculo para o que aí vem.
Ana A. disse…
Calíope, então comoe xplicas as pessoas que permanecem com um emprego (e uma relação) para a vida? Nasceram naturalmente musculadas? São minimalistas e viajam com pouco? São pobres e não têm bagagem? Perderam a bagagem no início da viagem?
Calíope disse…
Vamos por partes, não acho que a relação entre emprego e amor seja uma comparação descabida, mas a meu ver o que dizes para a fundamentar não faz muito sentido.
Há pessoas com empregos / relações para a vida que apenas as mantêm por comodismo, como haverá outras que se mantêm nesses termos por acreditarem que aquilo é o melhor para elas. Há pessoas que precisam de mais bagagem do que outras, tal como haverá pessoas que se contentam ou até que estarão mais habilitadas para mais ou menos do que outras.
As nossas medidas não são as mesmas. O que para mim poderá ser bagagem útil, para ti poderá ser desperdício de tempo e energia (ou vice-versa), o que para um poderá ser uma aprendizagem ou uma lição para outro poderá ser um trauma e por aí fora.

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