Eu:

Ana. Mulher. Miúda. Mãe.

Uma miúda de 33 anos que se sente exactamente da mesma forma que aos 16 com a diferença que agora tenho de pagar as minhas contas e já realizei um dos maiores sonhos da minha vida: tirar a carta de condução. 

Apaixonada pelo meu nome, mulher, mãe e feliz. Dona da gata mais linda do Mundo com a qual partilho a cor dos olhos: verdes. Alguém que demorou muito tempo a perceber o impacto que estes olhos tinham nos outros em geral e nos homens em particular. 

Lisboeta de nascença, transmontana de educação e coração, alfacinha de gema ao longo do tempo e à medida que me fui permitindo apaixonar por Lisboa e fiz da cidade a minha relação mais duradoura. Actual moradora da Invicta e muito mais granítica por fora e por dentro desde que habito a cidade dos dragões. Viciada em locais de partida porque só na ida me encontro e apenas sou capaz de perceber quem sou no regresso. Talvez por isso ainda nunca tenha ido de vez... 

Coleccionadora amadora de vinil, melómana da ponta das unhas à raiz dos cabelos, bailarina na alma. Escritora sempre porque essa é a minha essência. Gestora de Projectos Internacionais no papel, Formadora e Professora de coração e ex-Editora de uma Agenda Cultural nas horas vagas. Mãe do melhor filho que poderia ter pedido ao mundo porque me completa e desafia até patamares que eu nunca julguei possíveis e me mostrou efectivamente qual a sensação de ter um ser gerado e arrancado do ventre. 

Aspirante a maratonista daqui a 4 anos. Esse deve ser o meu plano a mais longo prazo, o que já diz muito de mim... Para já, participante na 2ª São Silvestre da vida para fazer em melhor tempo que a anterior.

Ex-namorada do meu melhor amigo. Uma pseudo-adulta que demorou anos a aceitar as suas falhas e a compreender que a pessoa e a profissional são uma e a mesma. Alguém que sofreu muito por casmurrice e excesso de orgulho. 

Apreciadora do retro, do vintage, do gótico e especialmente do revivalismo. Hippie na alma e com umas quantas costelas hippsters que descobri recentemente. Indie na génese, skater no estilo de vida, gammer nos tempos livres, yuppie no mercado de trabalho, rastafári de coração e lumbersexual em tudo o resto. 

Agricultora da autenticidade e da originalidade, exploradora convicta do “fora da caixa” e eterna defensora da Liberdade. Apreciadora dos clássicos: carros, livros e peças de roupa. Apaixonada por barbas e bigodes, tascas portuguesas, mercados e feiras de rua, barcos à vela, flash mobs, bookcrossing e couchsurfing. Bebedora de Gin e de nacional Beirão acompanhado por amendoins e tremoços. Crítica convicta do Novo Acordo Ortográfico. 

Enamorada dos eléctricos e das bicicletas, dos Santos Populares, da lomografia, dos jogos de tabuleiro e da Lx Factory. Backpacker, voluntária, fiél experimentadora do kamasutra, pedaladora de gaivotas-barco nos lagos, foodie e sushi lover, caféologa, iogurtófila, enochata, apreciadora de museus, blogger, yoggi e desportista. 

Alguém que adora fazer piqueniques em rotundas, construir oráculos caseiros, atravessar a Ponte, dançar em todos os dias e noites de chuva, lançar lanternas na praia no Solstício, ir à biblioteca buscar livros, andar descalça em casa, dormir sestas em toalhas de praia estendidas nos jardins e miradouros da cidade. 

Em suma, sou tantas pessoas quantas as que conheço porque cada uma me vê de forma distinta. E como conheço tantas pessoas multiplico-me por elas ou invés de me dividir.

Comentários

Manganet disse…
Adorei este texto! :)
Pessoas que se conseguem auto-descrever com tamanha precisão estão num nível em que muitos nem sonham estar!

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