Favoritos do Mês:

Dezembro: Mês Inicial


Imagem favorita: As Dolomitas

Livro favorito: As Oito Montanhas

Música favorita: When The End Comes

Série/filme favorito: A Montanha Entre Nós

Ted Talk favorita: Love, no matter what

Aprendizagem favorita: Desistir não é falhar, é apenas aceitar que não era a decisão correcta.

Mantra favorito: Let it be...

Objecto favorito: A minha caneca unicórnio

Peça de roupa favorita: Pijama cor-de-rosa

Compra favorita: Casaco amarelo

Comida favorita: Cheese garlic Nan

Momento favorito: O meu jantar de Natal privado

Lugar Favorito: Soajo

Pessoa favorita: André

O melhor presente de aniversário!

Chegar aos 34, ir com 2 amigas na estrada e sofrer uma tentativa de engate num semáforo por 3 tipos do carro ao lado!

Breve introdução ao Conceito: Natal

Aquela altura do ano em que recebes o maior número de mensagens de Boas Festas de números que não sabes a quem pertencem.

A minha essência é a escrita.

Escrever sobre o que nos magoa é provavelmente o exercício mais difícil de todos. Porque nos obriga a recordar sentimentos que doem, que nos fazem chorar, que nos deixam tristes novamente. E nós passamos uma vida inteira a fugir da tristeza, a correr para esta alegria feroz sob que forma for e com quantas ajudas tenhamos de usar. Escrever sobre o que nos magoa tem o condão de nos voltar a roubar novamente um bocadinho de alegria. 

Hoje escrevo sobre aquilo que mais me magoa e sobre o qual já fiz piadas mas que ainda assim dói. Hoje escrevo sobre o dia 29 de Janeiro de 2016, o dia em que fiquei sozinha em casa. Grávida de 8 meses, enquanto o pai do meu filho ia embora sobre a desculpa de ter de ir trabalhar para a Suíça. Hoje escrevo sobre a sensação de ter um coração partido em mil bocados, com um filho dentro da barriga que eu queria proteger e ao qual não queria passar desde logo e tão cedo esta angústia de me sentir abandonada, outra vez. Hoje escrevo sobre o sentimento de abandono, de não me sentir protegida num dos momentos em que mais precisei. Sobre esta ligação tão especial que fui quase obrigada a criar com o meu filho, porque ele era a minha única companhia durante dias a fio e a companhia mais especial que eu podia ter. Por ele fui obrigada a proteger-me e a proteger-nos e por ele fiz das tripas coração porque a única coisa que eu mais queria era que ele não crescesse dentro de mim com esta angústia de estarmos sozinhos. Nós éramos capazes de ser felizes os dois. O meu filho tornou-me mãe muito antes de eu o ser. O meu filho fez de mim, uma pessoa e uma mulher muito mais capaz de gerir as mudanças e ajustar as velas do barco que nos calhou. 

Foi provavelmente das alturas mais difíceis da minha vida. Passei grande parte dos meus anos de vida a sentir-me abandonada pelos homens que foram importantes para mim. E depois recebi de presente um homem de quem cuidar para que ele um dia nunca parta e deixe atrás de si a sensação de abandono a alguém. Ninguém tem de nascer para vir remediar os erros dos pais, mas crescemos com a confiança de que não os queremos repetir. 

Um dia seremos capazes de falar sobre eles e aprender-lhes a lição. E sem mágoa, porque o bom da vida é que escolhemos sempre lembrar as memórias que nos fizeram sentir felizes.

Tal como agora.

Aprendi que o corpo tinha memória numa entrevista que fiz a um actor de teatro do Porto que muito admiro. E hoje constatei isso mesmo quando dei por mim a adormecer na mesma posição de quando estava grávida e me lembrei da sensação de ter o meu filho na barriga e de estar sozinha numa casa imensa numa cidade enorme, onde eu e ele éramos todo o Mundo.

O melhor presente de Natal de 2017!

Aquela sensação quando descobres que um amigo teu anda a ver se consegue ir correr a São Silvestre contigo apesar do problema de saúde que não o deixa correr muito tempo.

Em que Mundo vivemos?

Acabo de descobrir que há aspiradores a custar quase o ordenado mínimo nacional!

Ainda antes do ano acabar, estou apostada em:

Ir a Serralves ver a exposição do  Mapplethorpe .  Atravessar o rio de barco. Visitar a Sinagoga do Porto. Preparar uma supresa para a f...