Um história sobre histórias.

Sempre me lembro de gostar de estar no meu mundo, de muitas vezes me isolar nos meus lugares pouco secretos mas muito próprios, de me perder nas páginas de livros, de ir à biblioteca da cidade pequena onde cresci devorar todos os livros que podia requisitar.

Dei por mim muitas vezes a tentar ser transparente enquanto enfiava o nariz e os olhos e a cara toda entre as páginas de romances, policiais, ficções científicas, contos e poesias.  Não fora poucas as tardes, os dias de férias e os fins-de-semana que preferi ficar em casa a ler do que sair com amigos ou ir à piscina. Não havia praia na terrinha onde cresci!

Ler fazia-me sonhar com aventuras novas, mundos distantes, realidades desconhecidas, pessoas esotéricas. Coisas que aconteciam nos livros e eram passíveis de ser imaginadas também me podiam acontecer a mim se eu soubesse o que esperar.

É por isso que hoje sorrio, porque voltei a passar grande parte do meu tempo enfiada em bibliotecas, no meio de estantes cheias de livros, a devorar conhecimento e a sonhar com um mundo e uma realidade que ainda está por construir mas se não me perder aqui no meio, espero poder ajudar a desenhá-la também.


Lembro-me do dia em que a minha mãe se encheu das minhas perguntas e me levou à biblioteca e me disse: "Agora explora! Procura até encontrares as respostas às tuas perguntas."


Deve ter sido aí que me ficou o vício de me perder em bibliotecas. 

Sem comentários:

Breve introdução ao Conceito: Realidade

O ponto médio entre duas visões distintas.