# 35 - A curtir o S. João, Porto
Então este fim de semana
É um dos mais agitados em Lisboa, com marinheiros giros a passearem-se por lá e dispostos a conhecer as maravilhas da cidade e eu decido o quê?
Vir para o Porto!
Disseram na televisão
Que o Verão tinha chegado ontem.
Esqueceram-se de mencionar que isso não incluía o Porto!
É lixado ser gaja!
E a porcaria da net do Alfa me apagar um post enorme e lindíssimo.
Estou que não posso!
Por isso prefiro nem pensar no caso.
A familiaridade da situação deixa-me com um medo irracional.
De qualquer modo, seja qual for o caso, a decisão está tomada.
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#40 - Descrever um homem e a interacção com o mesmo e ter uma das melhores amigas do outro lado do telefone a confirmar que ele encaixa no perfil de estranheza a que já a habituei.
Hoje é um desses dias.
E depois há os dias em que apostamos com a vida, ela própria, só para vermos se estamos realmente dispostos a abdicar das nossas convicções por um bem maior.
O problema não és tu
[...]
Estamos todos na mesma onda, simplesmente, nem sempre, estamos no mesmo barco.
Será que temos nova saga?
Devia travar conhecimento urgente com o meu vizinho do lado.
Afinal de contas andamos os 2 a chegar a casa de madrugada há já vários dias.
Sei que não uma pessoa simples ou comum
#7 - Quando avalio os homens pelas compras que fazem no supermercado.
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#39 - Pensar em comprar um Santo António só para ver se a coisa descola!
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#38 - Ser embaixadora e dar as boas-vindas a mais um membro do "Clube dos Solteiros/Divorciados aos 30".
É agora que começo a preocupar-me
Vim beber sozinha o copo do final do dia!
Nunca o álcool me soube tão bem!
Breve introdução ao Conceito: Reencontro
Chegar a casa, sentir o cheiro da mesma e ser inundada por dezenas de recordações.
Breve introdução ao Conceito: Loucura
Comprar hoje uma viagem para a Califórnia para o dia 16 de Julho!
Sabemos que estamos a ficar velhas quando... (10)
Descobrimos que a Técnica do Sanduíche se passou a chamar Técnica do McFeedback Burguer.
Para começar bem o dia!
Insultar S. Pedro pelo tempo que se faz sentir.
Adeus vestido, olá calças! E olá shopping em busca de um casaco quentinho!
Chama-me apenas Ana.
Nasci com nome de Rita sem ninguém saber porquê ou sem que alguém o tenha escolhido para mim. Acabei a ser Isabel, porque soava a nome de rainha, coisa típica nos anos 80 onde se insere a melhor casta deste país e onde obviamente o meu nascimento aconteceu.
Sempre odiei diminutivos e coisas acabadas em "inha" que soam sempre a uma fofinha falsificada com ares de boneca chinesa mal traduzida para língua ocidental.
Como substítutos mal amanhados da coisa, fui digna de todos os epítetos possíveis aos 15 e 16 anos em que o primeiro amor será eterno enquanto dure. Coisas como amorzinho, fofinha, bijou e outros afins que na altura me derretiam daqui até à Lua hoje soam apenas a ridículo, como convém quando já se passaram quase 2 décadas sobre o assunto.
Depois disso, a imaginação encontrou terreno fértil e passei por coisas ainda mais ou menos delicodoces como pipoca, pequenina, Boo ou Boozinha.
Ainda que aceitáveis, nunca foram de longe comparáveis ao melhor que me foi dado e que sempre me caracterizou na perfeição: fera. Associado aos olhos verdes que se enfureciam quando alguma coisa não me agradava, dava-me realmente um ar felino, que se desmoranava automaticamente quando a palavra era pronunciada naquele tom sensual que só os apaixonados embevecidos podem ter.
Ainda que aceitáveis, nunca foram de longe comparáveis ao melhor que me foi dado e que sempre me caracterizou na perfeição: fera. Associado aos olhos verdes que se enfureciam quando alguma coisa não me agradava, dava-me realmente um ar felino, que se desmoranava automaticamente quando a palavra era pronunciada naquele tom sensual que só os apaixonados embevecidos podem ter.
Nunca senti que nada me assentasse tão bem com essa, mas como tudo que existe um dia acaba, hoje só a oiço nos raros momentos em que os meus olhos verdes ainda te põem a vista em cima e te conseguem seduzir por fracções de segundos apenas, porque homens casados têm de ser fiéis.
Sempre odiei os diminutivos e só os permito por delicadeza ou cobardia de não querer assumir que um nome com 3 letras apenas soa altamente ridículo quando acompanhada de uma "inha(s)" ranhoso que nada acrescenta.
Assumi o meu nome, desde o primeiro momento em que pensei nisso e concluí que gostava dele. Percebi que me assenta na perfeição: curto, directo, simples e ainda por cima capícua, característica não apenas do nome mas também da pessoa.
Por isso hoje prefiro que me chamem por ele. Apenas Ana, sem vir acompanhado de nada mais.
Estou seriamente preocupada comigo mesma.
Porque passam apenas alguns minutos das 10h e eu estou capaz de emborcar uma boa meia dúzia de bebidas brancas, seguidas e de golada!
Deve ser a minha costela austríaca a dar de si.
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#36 - Achar que esta coisa de estar sozinha primeiro estranha-se e depois entranha-se.
Ser solteira aos ( quase) 30 é:
#35 - Estar no Porto em trabalho e ir jantar a Aveiro com uma das melhores amigas para invejarmos mutuamente a vida uma da outra.
E se era para chover
Dava jeito que fosse já, antes de eu ter que ir lavar o carro a tempo de ficar apresentável para o casamento!
O S. Pedro
Parece estar a boicotar o meu vestido verde com um belíssimo decote e sem costas.
Mas eu vingo-me nos óculos de sol! Nem que chova!
Estão lembrados
Pois que bati no fundo quando trouxe comigo para o Porto as 2 mangas que ainda tinha em casa em Lisboa.
Enquanto conduzia,
Hoje pensava que sortuda que sou em estar dividida pela escolha de duas vidas fabulosas.
O meu lado voyeur-o-profissional
Também acredita piamente na teoria de só vai para Psicólogo quem tem sérios problemas a resolver consigo próprio.
Os outros podem respirar de alívio!
Ser solteira aos ( quase) 30 é:
#33 - Sentir que há partes da minha vida que parecem um autêntico filme romântico ou série americana de gajas.
Ser solteira aos ( quase) 30 é:
#32- Sair a correr do trabalho para ir comprar calmantes para a gata!
O meu lado voyeur-o-profissional
Adora observar as fotografias do Facebook para ver pela postura das pessoas, os traços mais característicos da sua personalidade.
Especialmente aqueles que se tentam esconder.
O que mais me custa.
É pensar em deixar todos os lugares e pessoas que já fazem parte de mim de uma maneira ou de outra.
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Arrasador:
Adjetivo para este final de ano.













































