#39 - Praga, República Checa
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#52 - Comer a parte do meio da torrada sem necessidade de ser boa pessoa e oferecer a outro!
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#51 - Saber que se realmente me apetecer, amanhã posso acordar do outro lado do Mundo.
Rotina de um blog a banhos!
Há apenas 3 actividades que se praticam: comer, dormir e bronzear.
O deitar é às 23h e o acordar às 9h, sendo que se dorme cerca de 1h30 a 2h de sesta.
A decisão mais difícil do dia é o que nos apetecer almoçar/jantar e onde.
Não há televisão nem rádio e as notícias via net são limitadas.
Não se usa relógio.
7h é a média que se está na praia.
A melhor companhia somos nós mesmos, mas não se descura o blog nem o Facebook.
Os telefonemas são apenas os essenciais, mas usa-se e abusa-se das mensagens, principalmente as atrevidas!
Não se pensa sequer em trabalho, apesar de se terem encontrado já 3 colegas.
Sente-se saudades da gata.
Canta-se a plenos pulmões e a conduçao é sempre feita de vidros abertos e cabelo ao vento.
Agradece-se todos os dias a fantástica vida que se tem e goza-se a felicidade em pleno!
Já disse que adoro a minha vida?
Este ano tinha decidido tirar uma semana de férias sozinha.
Precisava de pensar, organizar a vida, repor alguns sonhos em prioridade e acima de tudo perspectivar o fim de um ciclo e o início de um outro.
Planos furados!!!
Consegui passar o dia de sexta sozinha. Na quinta tive um almoço antes de rumar ao Alentejo e no Sábado conheci o Pablo que não só me fez companhia ao jantar como hoje cozinhou o almoço gentilmente também para mim.
A ajudar à festa, amanhã a minha querida Inês que conheço desta coisa dos blogs decidiu juntar-se a mim!
E pronto! O que se previa uma semana muito solitária, introspectiva e quase a roçar a depressão acaba de se tornar numa festa!
E claro, não só eu adoro como sou muito mais feliz assim.
Só vos digo,
Ontem agradeci todas as aulinhas de castelhano que tive durante as férias de verão, nos tempos da faculdade.
Ainda que para certas coisas, a linguagem seja universal!
Este blog está a banhos!
E a autora acabou a jantar com um espanhol de seu nome Pablo e o cão Lucky!
Este blog veio a banhos!
E não pára de se espantar com a quantidade de homens jeitosos com mulheres feias, no litoral português!
Este blog foi a banhos!
Mas deslumbra-se com o facto de ainda se pedir boleia nas estradas alentejanas.
Sei que não sou uma pessoa simples ou comum
#14 - Quando concluo que posso passar uma semana de férias sem pessoas, mas não sem internet!
Este blog foi a banhos!
E ainda assim conseguiu encontrar um colega de trabalho exactamente do mesmo edifício. no mesmo local de férias!
E quem se lembrar, ponha o dedo no ar!
As célebres Mó & Pinto Quotes, deram que falar neste blog.
A escolha do vestido de casamento dos dois, então nem se fala!
Mas o melhor de tudo vão ser a fotos que eu ando a escolher para por aqui!
Um poema por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.
Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro
Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor
Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
isto agora demora.
Manuel António Pina
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#50 - Saber que "andar modelo" na realidade significa "casa das quecas"!
Eu só sei amar assim! (Nota-se que isto está muito mal?!)
Ama como se fosse para sempre. E quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar.
Pedro Chagas Freitas
E não é que o telemóvel tem som!
E eu até recebi 2 sms e nenhuma era aquela que eu queria.
O meu ar de desilusão rivaliza com o de um basset hound!
Isto é mau sinal, de certeza!
Nos últimos dias tenho dado comigo a verificar se o telemóvel tem som, chamadas perdidas ou mensagens recebidas, mais frequentemente do que gostaria.
Sei que não sou uma pessoa simples ou comum
#13 - Quando entro sempre de férias a uma 4ª feira e regresso sempre ao trabalho a uma 5ª feira.
Frases Soltas #47
Não desistas. Geralmente é sempre a última chave do chaveiro que abre a porta.
Paulo Coelho
Como me disse uma amiga,
Corre sempre atrás de um grande amor.
Se não resultar, pelo menos emagreces!
Influências
É vitalício: comer a Vida
deitando-a entontecida
sobre o linho do idioma.
Nesse leito transverso
dispo-a com um só verso.
Até chegar ao fim da voz.
Até ser um corpo sem foz.
Mia Couto
Se estiver enganada, por favor avisem-me!
Recebi uma mensagem de um certo e determinado senhor às 2h da manhã, 3h da madrugada na terra em que me encontro.
Era sucinta a dita. Servia sobretudo para me dar conta que tinha chegado ao destino e que continuava a respirar.
E hoje fiquei a pensar no assunto... Esta coisa de nos lembrarmos da outra pessoa de madrugada é sem grande margem para dúvidas sinal de interesse.
E nisto, independemente do género, somos todos iguais.
A minha especial aptência para equídeos.
Se a minha avó fosse viva teria hoje 93 anos. A minha mãe está quase a chegar às 56 primaveras e eu caminho apressadamente para os já famosos 30.
Somos 3 gerações de mulheres totalmente distintas que viveram em épocas tão diversas que as suas vidas pouco têm que contar em comum.
A minha avó morreu quando eu tinha 19 anos e raros são os meses em que não me lembro dela. Não sou especialmente religiosa ou crente. Não sei se há alguma vida depois da morte, mas conforta-me acreditar que ela sabe onde estou.
Aos 19 anos, tive de ser eu a receber a notícia de que a minha avó tinha morrido quando chegámos finalmente ao hospital, porque ninguém mais teve a coragem necessária para confirmar o que todos suspeitávamos. Lembro-me frequentemente de com aquela idade ninguém sabe nem tem de saber como dizer à mãe que a mãe dela partiu.
Valeu-me na altura um pai que tinha o tamanho de ombros necessários para me amparar a mim, depois de eu própria ter amparado a minha mãe.
Nessa altura fui mãe, pai, filha, neta, sobrinha, afilhada, irmã, sei lá. Tantos papéis desempenhei a tratar de um processo burocrático de morte e funeral que me esqueci de que eu própria também precisava de chorar a perda de alguém que sempre foi um pilar na minha vida.
A minha avó foi a primeira mulher da aldeia a montar um cavalo sentada de frente. "À homem", como se dizia naquele tempo. Foi a primeira mulher que conheci a ganhar corridas de cavalos numa cidade. E que gostava de apostar só por gozo dela e nela própria.
A minha mãe foi a primeira mulher da família a ir para a Universidade estudar. E foi também a primeira a tirar a carta de condução e ter um carro. Mas a minha mãe preferia apostar em mais cavalos e fazia questão de conduzir um Fiat 127 a 120km/h numa estrada nacional sempre que podia.
Cresci sempre com mulheres cheias de personalidade. Que sabiam bem o queriam, que tinham objectivos, que apostavam alto e que prezavam a liberdade acima de tudo.
Não é fácil crescer numa casa assim. Temos de lutar muito. Não só para sermos notadas no meio de tantos egos, como também para sermos dignas da admiração que percorre os homens da família.
Para mim, naqueles tempos, as mulheres eram as heroínas. Os homens estavam lá, olhavam-nas com admiração, suspiravam por elas e em última análise faziam tudo o que lhes era dito/mandado/pedido sem grandes ondas. Eles sabiam melhor do que ninguém de que eram capazes aquelas mulheres. Especialmente quando elas queriam alguma coisa.
Hoje olho para trás e vejo sem grandes dúvidas que me tornei numa delas. Numa dessas mulheres que aposta alto, que tem pouco a perder porque sabe o que quer e menos do que isso nunca vai valer a pena, digna da admiração de muitos mas capaz de estar com poucos.
E sempre que penso em contentar-me com menos envergonho-me. Porque esteja lá onde a minha avó estiver, eu sei que ela não iria aprovar a decisão. E eu não quero envergonhar a geração de mulheres que tanto fez para que eu própria também lhe pertencesse.
Mas especialmente porque depois de tanto tempo eu já tinha a obrigação de saber quais os melhores cavalos para apostar todas as minhas fichas.
Querido Pinterest,
Muito obrigada pela fantástica gargalhada que me proporcionaste hoje!
Contudo, acho que devias contratar melhores tradutores.
Sabes, é que as mentes portuguesas são terríveis!
Contragimentos da vida!
Sabemos que andamos a viajar demasiado quando comemos exactamente a mesma refeição na TAP, em menos de uma semana!
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#48 - Apanhar um escaldão nas costas porque ninguém vive comigo e a minha flexibilidade ainda não me permite por protector solar em todo o lado sozinha.
Ser solteira aos (quase) 30 é:
#47 - Rever O Sexo e a Cidade e perceber exctamente os dramas que ali vão.
Socorrooooooooo!
Enviei uma mensagem pseudo-sexual-romântica à minha chefe por engano!
E só dei conta quando ela a reencaminhou para mim com um smile a piscar o olho!
Calor? Qual calor?
Isto é o que eu chamo Verão!
Não só me sabe pela vida como daqui a pouco ainda vou para a Colour Run aproveitar!
Ainda há esperança!
Quando me enterneço com coisas destas, parece que a minha veia romântica ainda não morreu.
Ou então sou eu que sou perdidamente apaixonada por amores impossíveis.
Até nisso tinha de ser diferente.
Para mim Praga estará sempre e inevitavelmente associada a grandes desgostos na vida.
Evidentemente que desta vez não podia ser excepção.
Se envelhecer é isto, é uma bela merda!
Ter (quase) 30 anos é uma coisa curiosa seja sob que perspectiva for...
De vez em quando lá aparece alguém novo nas nossas vidas que seja por um motivo ou outro nos abana o Mundo, nos arranca um sorriso e até nos mostra uma ou outra perspectiva diferente das coisas. E em última análise nós ganhamos um bocadinho de fé que a vida pode ser gira outra vez, que há pessoas especiais ou que a Humanidade ainda pode ter esperança de um futuro melhor.
Mas depois o tempo passa,a rotina ganha-nos ao resto, os problemas típicos das relações que se estabelecem surgem com toda a naturalidade desse simples acto de viver e percebemos que nada é assim tão diferente.
No fundo, no fundo as pessoas são todas iguais independentemente da roupagem que decidam trazer vestida no dia em que nos conhecem.
Sei que não sou uma pessoa simples ou comum
#12 - Quando convido 42 pessoas que, na maioria, não se conhecem entre elas para o mesmo piquenique.
Ao fim de 3 anos consegui!
Já falei tantas vezes no assunto que a maioria dos meus amigos já nem me podia ouvir referir a coisa, sem fazer uma cara de seca. Mas ninguém se decidia a chegar-se à frente e a sugerir datas e locais.
Inspirada pelos banhos de sol de Domingo na relva do Jardim da Estrela, decidi que este Domingo é que era e vai de enviar e-mails a um grupo que diria, no mínimo, eclético. Sim, eu conheço pessoas completamente desgarradas de tudo e todos, pelo que às vezes dá-me para as juntar em eventos comuns. E também para convidar aquelas que sempre quis conhecer, com quem falo há séculos mas que ainda não se proporciou. Sim, vocês sabem quem são!
Obviamente que as mulheres foram a primeiras a chegar-se à frente. Tanto que ontem à noite achei que seriam só um piquenique no feminino, ao estilo "Menino não entra!". Mas pelo avançar do dia de hoje parece que teremos mais homens do que mulheres no total.
Agora só falta comprar a cestinha, abastecê-la bem de álcool e rezar para que o fim de tarde do próximo Domingo seja tão bom como o último. Ou de preferência melhor!
Sei que não sou uma pessoa simples ou comum
#11 - Quando constato que tenho em casa moeda de pelo menos 8 países diferentes.
Sei que não sou uma pessoa simples ou comum
#10 - Quando o meu ex-namorado é o meu confidente em matérias do foro sentimental/sexual.
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Arrasador:
Adjetivo para este final de ano.












