Tejar.
Sei que estou em fase de mudança,
Quando me apetece redecorar a minha casa toda da cabeça aos pés.
Mas como não tenho dinheiro para isso, preciso desesperadamente de encontrar uma terapia mais barata!
Anda em repeat há uma semana e ainda não me cansei.
Tem sido a minha eterna companhia em dias árduos de trabalho.
Assumo que de vez em quando um homem me faz falta!
Tenho em casa um telefone móvel. Vinha de oferta com o pacote da operadora que me fornece televisão e internet.
A verdade é que 2 anos depois as pilhas recarregáveis morreram e eu decidi comprar umas novas.
Mas, mulher que sou, trouxe as primeiras que vi e que estranhamente são maiores do que o suposto.
Continuo sem telefone e a precisar desesperadamente de por conversas em dia!
Se o algodão não engana, as viagens ainda menos!
Uma relação é uma viagem.
Será talvez por isso que não haja melhor teste para a mesma do que viajar em conjunto com a outra pessoa. É simultaneamente no que somos mais parecidos ou diferentes enquanto duas pessoas que partilham uma estranha forma de vida e decidam percorrer o mesmo caminho juntas.
Para mim, viajar será sempre o teste último às minhas relação.
Para mim, viajar será sempre o teste último às minhas relação.
A (minha) água e os (meus) homens.
Sou pessoa de poucos medos e fobias. Há coisas que naturalmente não gosto ou aprecio mas poucas as que chegam à categoria de gerar receio.
Mas sempre tive uma estranha relação de amor-ódio com a água. Adoro água, adoro mexer em água, tomar banho de mar, ver fotos de ambientes aquáticos. Mas sempre detestei passar em pontes desde que me lembro e andar de barco é uma actividade que me tira o sono e desenquieta cada nervo do meu corpo.
Até ao dia em que pousei os pés em Istambul e a primeira coisa que me apeteceu fazer foi entrar num barco e desfrutar do Bósforo como se o meu lugar sempre tivesse sido ali. Como se um bocado da minha alma pertencesse aquela imensidão de água e um reencontro estivesse a ser vivido.
Não ouve medo, nem nervosismo e a hesitação de passar 2h num barco a subir e descer o rio não apareceu mesmo tendo sido convocada. Houve uma inexplicável sensação de pertença e reencontro que raras vezes se vive na vida mas cuja plenitude extrapola qualquer tentativa de descrição.
Fiquei com a certeza de que fui muito feliz em Istambul e que os nossos caminhos ainda se haverão de cruzar umas quantas vezes antes de nos despedimos ad eternum.
É mais ou menos o mesmo que sinto com os homens marcantes da minha vida.
Há um acontecimento na minha vida que não compreendo.
Passaram quase 8 anos e um dos acontecimentos que mais me fez sofrer e me mudou continua sem me fazer sentido.
Sempre que me apetece esquecer o blog, ele volta à minha cabeça e é como se fosse esse um dos motivos que me faz sempre cá voltar.
Porque a verdade é que quero (continuar) acreditar que as histórias (de amor) um dia farão todas sentido. Independentemente do tempo que demorem.
A típica situação em que contra factos não há argumentos.
Ontem disseram-me que eu tinha um carro próprio de mulher livre e que faz o que quer e bem entende.
Só me restou concordar.
Mas o mais certo é não passar de um fogacho!
Sabemos que após uma pausa prolongada de falta de interesse no sexo masculino (Deus/a sabe,que já lá vão mais de 6 meses!) há finalmente alguém que nos mexeu com a líbido e não só quando passam menos de 24h e pensamos porque raio é que o dito cujo ainda não deu notícias.
Este dia promete.
Acordei, mimei a gata, pus Caetano Veloso a tocar na aparelhagem e fui para a cozinha fazer panquecas de banana e aveia para o meu pequeno-almoço.
Visto de fora até eu teria dúvidas se seria mesmo eu própria a pessoa que fez isto.
Se isto for mesmo assim
A minha casa actual é uma esquina da Julius-Tander Platz em Viena, mesmo em frente a um restaurante japonês chamado Akakiko.
Podia ser pior...
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Atração fatal!



