A maior história de Amor:
De como eu não acredito na regeneração masculina...
O mundo ao contrário...

Lá longe...
Ele sorria com a mesma leveza com que sempre obedecia às ordens que ela lhe dava. Sorria como se essa fosse a sua forma de dizer que estava tudo bem. Não havia motivos para preocupações de maior. Afinal era apenas mais um problema como tantos outros que já lhe haviam acontecido.
Aprendera que mais valia sorrir à vida do que desperdiçar as poucas energias que conseguia acumular a chorar pelas desgraças que tão somente a ele lhe aconteciam. Já era suficientemente difícil ter energia para viver. Não ia gastar as poucas que tinha a chorar por estar vivo.
Aprendera também com o passar dos anos e com eles, das dificuldades que mais valia sorrir e fazer troça dela, (da vida essa puta!) do que chorar. Não lhe ia dar esse gozo. Preferia troçar dela e espezinhá-la do que deixar que fosse ela a fazer-lhe isso a ele.
Nem que essa fosse uma das últimas vezes em que ainda o pudesse fazer...
Fragmentos de vidas - II

Cinza...

Volta...

Fragmentos...

Uma ilusão...

Vais sempre saber demais...

Continua a saber demais...

A Esperança...

O Principezinho...

A varanda...

O Vampiro...

Não sabia viver sem sugar a essência dos outros. Alimentava-se do melhor que havia neles. O âmago daqueles que viviam por perto era chupado sem que eles se apercebessem disso.
Fascinava-se por pessoas, acontecimentos e histórias. Vivia nesta profusão de sentimentos sem nunca se cansar. Alimentava-se daquilo que lhe davam e quando não se saciava o suficiente, roubava o que lhe fazia falta.
Decisões...

De volta a casa...

Lugares...

A história dos pais do meu amigo F. ... ou O Elogio ao Amor...

Tenho quase a certeza que o meu amigo F. não sabe da existência deste blog, nem que ele me pertence a mim. À miúda que usava óculos e aparelho nos dentes quando andávamos no 10º ano e que provavelmente foi das poucas que nunca se apaixonou por ele, mas ria-se imenso com as brincadeiras que ele fazia nas aulas.
Provavelmente se soubesse não acharia grande piada a ver a vida dele assim aqui escrita, mas há coisas que nos marcam e que nos fazem chorar quando nos contam. E os últimos dias do pai do meu amigo F. merecem um lugar de destaque. Ainda que não seja grande o destaque, não posso passar indiferente a isto.
O pai do meu amigo F. descobriu que tinha um cancro, penso que no fígado, há cerca de 5 meses atrás. Sempre foi uma pessoa de bem com a vida. Era professor, não sei ao certo de quê, nem isso agora interessa muito. O que interessa é que abandonou a profissão para se dedicar a um sonho, abriu um bar. Tinha um bar num dos sítios mais bonitos da cidade. Não sei se o manteve por muito tempo, nem a que se dedicava nestes últimos meses de vida que lhe restaram, mas o facto de ter largado tudo com os seus 35/40 anos para se dedicar a fazer o que gostava, sempre me inspirou.
O pai do F. casou cedo com aquela que viria a ser a mãe do F. Tiveram uma filha há mais de 30 anos e há 23 anos atrás nascia o F. Não sei se foram muito felizes durante os anos que estiveram casados. Presumo que sim, porque cerca de 20 anos de casamento só se aguentam com muito amor. Mas o que sei de certeza, é que os pais dele se divorciaram poucos anos depois dos meus. Lembro-me de nessa altura olhar para o F. e saber exactamente o que ele estava a sentir e por vezes saber que ele sabia que eu o compreendia. Falámos algumas vezes, poucas, sobre isso.
Sei que foi um momento duro para ele, assim como sei o que me custou a mim. Mas a vida continua e o F. entrou na Universidade e seguiu a vida dele. Os pais fizeram o mesmo.
O pai dele continuou a flirtar com meninas, moças, raparigas ou mulheres a quem achava alguma piada. A mãe permaneceu sempre sozinha.
Passados 2/3 anos soube que os pais dele tinham voltado a namorar, como se tivessem 15/16 anos outra vez. Cada um vivia em sua casa, saíam para jantar, tomar café, dormir em casa um do outro ocasionalmente, mas sempre como namorados apenas. Não sei como o F. e a irmã reagiram a isso. Nessa altura da vida, já eu lhe tinha perdido o rasto. Embora os nossos pais permanecessem na mesma cidade, eu e ele estávamos a estudar em cidades diferentes e só nos encontrávamos nas férias de Verão. Mas lembro-me que quando o via a tristeza dos olhos dele já tinha desaparecido por essa altura.
Soube que passado algum tempo, o dito namoro acabou. Não sei se de facto acabou mesmo ou foi um arrufo tão próprio dos namoros. Cada um permanecia em sua casa, embora se comentasse que o pai dele continuava a vida de bon vivant que sempre lhe foi característica.
Até que neste Verão a notícia chegou tipo bomba, o pai dele tinha um cancro irreversível e restavam-lhe poucos meses de vida. Não tive oportunidade de ver o F. este Verão, não sei como reagiu a isso, mas uma amiga em comum disse-me que ele foi abaixo e que estava mesmo mal.
O pai dele continuava a viver como se nada fosse. Não sei se ele teria a noção da gravidade do problema no início das coisas. Mas de certeza que aos poucos foi obrigado a adquiri-la.
Até que há cerca de 2 meses as coisas pioraram consideravelmente e a mãe dele foi buscar o pai do F., ex-marido dela para ir morar lá para casa, enquanto ela tratava dele na fase terminal da doença. Até hoje admiro o coração da mulher, que foi traída muitas vezes, dentro e fora do casamento e que soube dar a outra face quer por amor, quer por necessidade.
A história podia acabar aqui, no dia em que o ex-marido faleceu e era ela que o estava a tratar. Já seria um belo Elogio ao Amor...
Mas a história continuou um pouco mais. O pai do meu amigo F., na semana passada sentiu-se mal e foi internado de urgência no hospital. Era a fase terminal do cancro. Restavam-lhe apenas umas horas, uns dias de vida, ninguém sabia ao certo. A mãe do F. esteve sempre no hospital com o ex-marido e acredito que fez tudo o que pode para lhe aliviar o sofrimento. Acompanhar alguém no seu processo de morte não deve ser nada fácil e mais uma vez me comove o coração generoso desta mulher.
Até que na Segunda-feira passada, o caso aconteceu...
E hoje, dia do seu funeral, quero vir aqui prestar a minha homenagem. Ao amor que uniu aqueles dois seres. Aos pais do meu amigo F....
Perfeito...

Olhei-te.
Paraste e ficaste a perder-te nos meus olhos onde viste a vida reflectida várias vezes.
Parei e fiquei a ver-te perder.
Pensaste como seria se eu voltasse, se verias a vida reflectida nos meus olhos mais alguma vez.
Pensei se ainda terias a capacidade de me veres como sou, como sempre fui transparente para ti.
Olhaste-me, achando que seria pela última vez e começaste a andar novamente, achando que a cada novo passo ias cair.
Olhei-te e caminhei em direcção a ti, pronto a segurar-te novamente.
Preparaste-te para me ignorares.
Impedi-te e roubei-te mais uma vez.
Quiseste ser roubada. Soube-te bem voltares aos meus braços, outra vez.
Foi perfeito...
A melhor táctica de engate no Tinder:
Escolher os que têm 1 foto e não têm bio porque são os inadaptados da vida que só estão à procura de conhecer pessoas porque não têm lata so...