Eu nem sou disto...

Mas não imagino o que seja ser uma criança nos EUA e ter medo de ir para a escola porque pode haver um tiroteio em massa.

E como é que estamos em 2023 e ninguém faz nada?!?!

7.º Aniversário

Os únicos dois pedidos do meu filho para o aniversário dele foram:
  1. Ir jantar a um rodízio de pizzas.
  2. Ir ao chinês ver eventuais presentes para comprar.
Deus@ abençoe a simplicidade dos homens!

Herege:

A catequista do meu filho enviou uma mensagem a dizer para ele levar a Bíblia para ser benzida amanhã na Eucaristia e eu percebi que não há nenhuma Bíblia cá em casa! 

Pontos altos de 2022:

Janeiro

  • Decidi que queria mesmo voltar ao mercado de trabalho e comecei a procurar emprego.  

Fevereiro: 


Março:
  • Voltei à Prova Oral. Comprei flores semanalmente para mim mesma.

Abril: 
  • Voltei ao ginásio religiosamente 3x por semana. Enfrentei uma cirurgia do meu filho sozinha. Tive amigos que foram o meu pilar.

Maio: 
  • Fiz a minha primeira Street Wisdom Tour. Fui ao teatro ver os Monólogos da Vagina. Recebi uma planta dos meus alunos da Faculdade.

Junho: 
  • Regressei a Lisboa. E a Tavira.  Voltei a estar de férias com amigas e percebi o quanto me sentia sozinha.

Julho: 
  • Mudei de ginásio e passei a ver bombeiros sempre que lá vou. Cortei o cabelo. Criei amigos entre os vizinhos. Apaixonei-me e parti o coração (outra vez!). Velejei no Atlântico. Fui vacinada.

Agosto: 
  • Criei uma equipa de quizz chamada "De 4 não é amor!". Fui ao baptizado da filha mais nova da minha melhor amiga. Regressei ao meu local de férias de infância. 

Setembro: 
  • Fui dispensada do meu trabalho no último dia do meu período experimental de 6 meses. O meu filho entrou no 1.º ano da escola. 

Outubro: 
  • Voltei a Lisboa e matei saudades. Voltei ao 

Novembro: 
  • Voltei a Atenas em trabalho e encontrei parte do meu flow!
  • Fui a Guimarães ver o "Deixem o Pimba em Paz!" e cantei até me faltar a voz!

Dezembro: 
  • Voltei a Atenas. 
  • Reuni a família Tinderella num jantar. 
  • Convidei um desconhecido para uma ideia louca. 
  • Fiz anos rodeada das pessoas chave no Porto. 
  • Percebi que é possível.

Sobre ser mãe.

Ir fazer leite creme para a cria às 20h30 porque ele teve desejos!

Almoço:

Aquele momento em que decides se ficas ou não em teletrabalho em função do menu de almoço na cantina.


E tu, já olhaste para o céu hoje?



Acrópole, Atenas, Grécia.


Ainda antes do ano acabar, estou apostada em:

  1. Ir à Grécia.
  2. Terminar um curso de Conhecimento Pessoal e Inconsciente.
  3. Ser madrinha de Natal de uma criança.
  4. Ver o Bruno Nogueira e a Manuela Azevedo no "Deixem o Pimba em Paz!".
  5. Organizar um Magusto em minha casa.
  6. Levar o meu filho ao Planetário do Porto.
  7. Voltar a dançar com um par.
  8. Voltar ao Douro para matar saudades.
  9. Ir a Lisboa ver a luzes de Natal.
  10. Matar saudades de duas das minhas melhores amigas.
  11. Levar o meu filho ao Circo de Natal do Coliseu.
  12. Despedir-me de uma pessoa sem lhe partir o coração.
  13. Ter um jantar romântico a dois.
  14. Encontrar a minha palavra para 2023.
  15. Celebrar os meus 39 anos!


Constatação:

Sinto que um dia vou olhar para estes anos em que ouvia música e lia depois do meu filho ir dormir e vou sentir saudades. Especialmente da paz que me habita.

Vive la France!

Desde há uns 2 ou 3 meses que vieram morar para a casa ao lado da minha uns vizinhos novos franceses. São um casal jovem, muito altos e são simpáticos. Ainda hoje nos cruzámos no elevador e falámos sobre o verão tardio no Porto.

Mas têm um imenso problema: cozinham extraordinariamente bem!!! Passam a vida a fazer pratos que me deixam de água na boca cada vez que chego ao patamar de casa. Já consegui sentir o cheiro a quiche, a raclette e a fondue! Não os suporto porque sinto que engordo só de salivar com a coisa.

Acho que tenho de dar uma de vizinha simpática para ver se me convidam para jantar um dia destes!

Twitter:

Troquei números de telemóvel com um desconhecido no Twitter. A minha vida não podia ser mais poética!

Trauma:

Não sei ser eu própria quando me vêem. Menos ainda quando alguém gosta de mim tal como eu sou

Passaram 7 anos.

Desde que me lembrei do quanto gostava que me fizessem festinhas na barriga.

Estreias:

Sentir pela primeira vez que quero alguém que também tome conta de mim. Por mais assustadora que a ideia me possa parecer. Por mais difícil que seja reconhecer-me em mim mesma perante esta perspectiva. 

A memória mais dolorosa:

A manhã de 9 Janeiro em que o pai do meu filho saiu de casa para entrar num avião a caminho da Suíça e eu fiquei completamente sozinha em casa, com um barrigão de 8 meses de gravidez a dilacerar-me interiormente por estar a sentir o maior abandono de todo a minha vida. 

Espelho:

 Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.