
Não sei se vos acontece, mas eu sou "achacada" a abordagens por parte de desconhecidos. Todo o tipo de abordagens...
Para vocês terem uma noção, durante os tempos que estive em Londres, era ver a quantidade de velhotas que vinha ter comigo e me pedia informações. E depois à pala disso, metia conversa sobre o tempo, o atraso dos autocarros, as ruas em obras, a juventude e as suas bebedeiras (monstruosas, por sinal!), a falta de certos produtos em certos supermercados... Era vê-las a desbobinar o rol de assuntos há muito guardados e esperados por estas conversas de circunstâncias.
Em Itália não se revelou melhor. Eram essencialmente locais que só falavam italiano e que pediam bilhetes de autocarro para venda (lá o sistema de bilhetes é completamente diferente e a entrada e saída dos autocarros, é uma loucura!), perguntavam por ruas, lojas e afins. E eu sempre de mapa e dicionário na mão! Não havia "Non capisco!" que me salvasse.
Cá em Portugal, a coisa piora substancialmente! Tenho um ar mais local e uma postura de habitante. Não há língua estrangeira ou maneirismo que me salve dessas abordagens.
E as mais frequentes são como sabemos as das Testemunhas de Jeová. Essas senhoras pródigas em fé e que acham que vão converter os outros, apenas porque distribuem uns folhetins com imagens bíblicas na capa.
Não tenho nada contra a fé dos outros, mas não me arrastem para coisas nas quais não acredito e com as quais não concordo!
Mal por mal, sempre prefiro os Hélders que não são chatos e tocam educadamente à campainha. A gente só abre se quer...
E as Testemunhas de Jeová apesar de simpáticas e cordiais, são chatas! Insistem, insistem, insistem, sempre com aquela conversa de que a menina não lê? Não quer uma resvitinha para ler à noite? Olhe que fala de não sei quê e tem a palavra de Cristo. E não ajuda quem precisa? E afins...
Já devo ter decorado metade das coisas que me dizem, tantas são as vezes que sou abordada na rua. Eu sei que sou agradável e costumo caminhar com um sorriso na cara! Feliz por estar viva! Mas isso não lhes dá o direito de me dizerem sempre as mesmas coisas!
Pois ultimamente resolvi adoptar algumas técnicas para afugentar esses seres que proclamam a fé a todos, mesmo aqueles que não a têm!
A mais recente técnica testada e comprovada é a de usar phones nos ouvidos. E que saiam ou de um bolso ou da mala. Não precisam necessariamente de estar a emitir qualquer som. Basta que deiam essa ideia.
Claro que se estiverem a altos berros que se façam ouvir cá fora melhor! Mas em qualquer dos casos a táctica resulta.
É que nem precisam de estar ligados a nada. Podem simplesmente ser um artigo decorativo nas vossas orelhas.
A sério, tragam uns phones na mala e usem-nos quando avistarem alguma Testemunha de Jeová. Phones, meus amigos! É remédio santo para que vocês não oiçam a abordagem e consequentemente desencoragem quem vos quer abordar.
Testemunhas de Jeová, vejam lá os meus belíssimos phones com música de qualidade! É que eu nem estou a ouvir o que vocês estão a dizer!
P.S. O mesmo se aplica aos vendedores de cartões de crédito nos supermercados, lojas ou afins!