A romântica de sal e pimenta.
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Ana A., um retrato:
Tens um problema que é simultaneamente uma vantagem: quando desejas alguém é com todos os poros da tua pele.
Sempre fui demasiado...
Passei a minha vida toda a ouvir que era demasiado. Demasiado alta. Demasiado grande. Demasiado gorda. Com demasiadas curvas. Demasiado barulhenta. Demasiado descontraída. Demasiado emocional. Profissionalmente demasiado boa para uma série de tarefas. Demasiado inteligente. Demasiado brilhante. Com demasiadas competências. Demasiado pensativa. Gosto de filosofias em demasiado. Demasiado intensa. Demasiado impaciente. Com demasiadas fragilidades.
Enchi-me de ser demasiado para tanta gente. Decidi só permitir na minha vida quem saiba lidar com coisas que não precisem de ser medidas para serem não apenas suficientes, mas estarem disponíveis sempre na quantidade certa.
Ana A., um retrato:
Aquela que ao organizar um babyshower se engana na mailing list e acaba a enviar o convite a dezenas de pessoas que nem conhecem a grávida!
Ana A., um retrato:
Aquela que se mete em filmes porque ainda não aprendeu a viver de outra maneira.
Ana A., um retrato:
Aquela que devia engatá-los à porta do Miguel Bombarda, para saber à partida de que patologia eles padecem.
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Espelho:
Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.
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Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.
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Pagar ou não pagar 350 euros por umas jantes especiais??? Eis a questão!
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Nem sempre temos a maturidade necessária para reconhecer nos outros exactamente aquilo que esperamos deles.
