Foi o mês em que me lancei sem rede nenhuma num novo projecto que não só me preenche como também me faz sentir pertença de algo maior. Foi um mês em que uma mulher de 68 anos, em resposta a um convite meu, nos alertou para o facto do mundo ainda ser muito difícil para nós mulheres, mesmo em pleno século XXI e num país de brandos costumes como Portugal.
Foi um mês em que saí muito com muitas pessoas diferentes e isso por si só mostrou-me coisas minhas que eu nem sabia existir e também que eu estava mais madura e adulta numa série de circunstâncias que eu desconhia. Foi o mês em que fechei uma porta aberta há demasiado tempo e isso trouxe-me uma paz de espírito superior ao que imaginava.
Foi um mês de muitas conversas profundas com pessoas com quem trabalhei e que continuaram na minha vida depois do trabalho ter acabado. Foi um mês em que essas pessoas tiveram a bondade de me mostrar os lados escuros que eu tentava não ver e isso trouxe novos ares ao velho.
Foi um mês em que percebi mais uma vez a minha capacidade e o meu poder e tive de o dosear para não magoar ninguém. Lembrei-me muitas vezes da frase do Homem Aranha este mês: With great power comes great responsability. Foi um mês de respirar, recomeçar, renovar.
Janeiro foi apenas o começo e serviu como preparação para este ano que ainda agora começou.
