Timing:

Dormi 5h com uma ansiedade meia doida por causa de trabalho. Estou a uma unha negra de me declarar e pôr as cartas em cima da mesa. Mas decidi ser adulta, por uma vez na vida, e esperar pelo momento que sinto como certo.

Educação não é domesticação.

Fazemos as maiores atrocidades aos nossos filhos sob a desculpa da educação, esquecendo-nos que não é a nós que eles vão deixar de amar, mas sim a eles próprios. 


Défice Emocional:

O motivo pelo qual não existe uma seguradora para acidentes amorosos é porque o mundo não tem capital emocional suficiente para cobrir os danos!


Baby R. dixit:

- "Mãe, quando esfreguei a minha pilinha ela ficou tão macia que parecia um bicho da seda!"

Mid-Year Review:

Recebi algumas das mais maravilhosas palavras de feedback sobre o meu trabalho.

E caramba! Como isso faz tanta diferença na forma como nos vemos e sentimos...


Despedidas:

Hoje foi dia de me despedir da minha psicóloga e darmos este processo terapêutico por terminado. 

Vou sentir-lhe a falta mas saio daqui com muitas mais ferramentas na bagagem, uma porta sempre aberta e consciente de que ela foi um apoio e um suporte vital na mudança que se operou em mim nestes últimos meses. Não sou a mesma Ana, ainda que na essência não tenha mudado nada.

Mas hoje também me despedi de partes de mim que já não faziam mais sentido.


Magazine do Mês:

Se houver por aí alguém com vontade de ler reflexões maais aprofundads da vida e receber sugestões culturais, é só ler a Carta de Amor Digital deste mês!


Recordações de viagens:

Acabo de abrir um processo de fraude no meu banco por causa da viagem a Malta e recebi uma multa de velocidade da Sardenha!


Simulacro:

Terceira semana de trabalho e terceiro dia no escritório e já vi Bombeiros Sapadores no edifício num simulacro de incêndio!

O escritório é uma perdição!

Sabes que estás carente quando a primeira coisa que pensas na proximidade com um colega de trabalho novo é que ele cheira bem e tens saudades disso!


Sou um dinossauro:

 Não consigo perceber como é que o género é um espectro e não apenas uma construção social.


Fenómeno:

Todos os livros que levo em viagem acabam sempre a ter cenas a acontecer no sítio para onde viajo!

Fim de Ciclo:

Libertei o cacifo. Entreguei a chave. Almocei com ex-colegas. Reencontrei a ex-chefe. Ouvi alguém dizer que tinha saudades de trabalhar comigo. Enviei o relatório. Recusei uma idealização. Arrumei os livros e papéis. Recebi o welcome kit. Recebi as credenciais de acesso. Fiz o correto para mim. Consultei o novo email. 

Orientação:

Aquele momento em que sabes que as pessoas estão só a ser mesquinhas e a exercer o pouco poder que lhes resta...

Velhice:

Cheguei à idade em que preciso de apanhar sol para ganhar mobilidade nas articulações!

Melancolia:

Esta semana tem sido particularmente difícil encarar os acontecimentos do mundo. 

O meu coração continua com a Ucrânia e Zelensky.

Regresso.

Após mais de 7 anos de ter dirigido uma newsletter imensa - a minha mui amada Le Cool Lisboa - decidi voltar a escrever e criei um magazine que é uma espécie de spin off do podcast.


Se quiserem saber tudo é só subscrever aqui!


Estreias:

Foi preciso chegar aos 38 para um gajo (que nem sequer é meu namorado) me pedir um tempo!

Esquizofrenia:

Enquanto a Rússia começa a 3.ª Guerra Mundial eu ando preocupada que o miúdo tenha um fato de Carnaval para levar amanhã para a escola.

Conexão Profissional:

Quando depois de dar uma tampa ao Dean da Católica Business School ele me diz que se mudar de ideias haverá sempre um lugar para mim ali e despede-se de mim com um abraço daqueles que me fez sentir em casa.

Efeitos Secundários da COVID:

  • Cansaço ao andar a pé
  • Perda de peso
  • Perda total de apetite
  • Dificuldade de concentração
  • Sonos mais curtos
  • Poder sair à noite sem stress
  • Beijar quem me apetece sem medo
  • Vontade de comprar roupa e malas
  • Não ter de fazer testes nos próximos 6 meses

Quem mais se lembraria da pleura com COVID?

Sei que sou uma pessoa estranha quando ontem, atacada pelas dores de cabeça excruciantes da bicheza coronária, só pensava que o raio do vírus me estava a atacar a pleura!



Um positivo muito negativo!

E ao 25* dia do primeiro mês do ano de 2022 o vírus atacou cá em casa e o meu filho sucumbiu à Covid!

Ele sabe a importância do tempo.

No fim de mais um Domingo, vou deitá-lo e ele diz isto:

- Mãe, queria ter sido eu a inventar os relógios para o tempo passar em câmara lenta.

Já devia saber:

Tenho de para de cuspir para o ar porque invariavelmente acabam todas a cair-me na testa!

Assumo:

Ando sedenta de reconhecimento.

E agora poupem-me ao mimimi de que temos de ser nós próprios, qual frasco de vitaminas que providencia todas as necessidades. Isso é mais uma mentira neocapitalista que só nos adensa no nosso narcisismo infantil.

Eu preciso do outro. Eu preciso de chegar ao outro. Eu preciso da humanidade do toque e do olhar do outro. Não um outro qualquer. Mas um outro despido também de todas as capas e filtros e projecções. Como se isso fosse possível...

Mas aqui continuo, a sentir falta de alguém que me veja e me admire. Porque eu já me admiro tanto que um dia caio no lago qual Narciso.

Pontos altos de 2021:

Janeiro: Criei um espaço de trabalho em casa. Fiz do blog um diário de escrita para navegar o segundo confinamento.
Fevereiro: Criei o grupo das Divas e os encontros semanais no confinamento e presenciais quando foi possível. Dei as minhas primeiras aulas na Faculdade.
Março: Voltei à Prova Oral. Comprei flores semanalmente para mim mesma.
Abril: Voltei ao ginásio religiosamente 3x por semana. Enfrentei uma cirurgia do meu filho sozinha. Tive amigos que foram o meu pilar.
Maio: Fiz a minha primeira Street Wisdom Tour. Fui ao teatro ver os Monólogos da Vagina. Recebi uma planta dos meus alunos da Faculdade.
Junho: Regressei a Lisboa. E a Tavira.  Voltei a estar de férias com amigas e percebi o quanto me sentia sozinha.
Julho: Mudei de ginásio e passei a ver bombeiros sempre que lá vou. Cortei o cabelo. Criei amigos entre os vizinhos. Apaixonei-me e parti o coração (outra vez!). Velejei no Atlântico. Fui vacinada.
Agosto: Criei uma equipa de quizz chamada "De 4 não é amor!". Fui ao baptizado da filha mais nova da minha melhor amiga. Regressei ao meu local de férias de infância. 
Setembro: Submeti dois artigos científicos. Voltei a gravar o Tinderella com uma parceira que nunca vi. Conheci uma das pessoas mais fundamentais na minha solidez psicológica e emocional. Reuni as Divas num almoço.
Outubro: Fiz um curso de Heartfulness. Concretizei uma fantasia. Conheci um amor impossível. Recebi beijos no pescoço novamente. 
Novembro: Comprei um vestido lindo. Tive uma conversa terapêutica e pedi desculpa a um dos homens da minha vida. Fui ao brunch com as Divas. Fui ao teatro ver os Monólogos do Pénis. Enquanto senti vontade experimentei uma coisa diferente e nova.
Dezembro: Voltei a Malta. Fiz um retiro de silêncio de 5 dias e reencontrei parte de mim. Reuni a família Tinderella num jantar. Convidei um desconhecido para uma ideia louca. Fiz anos rodeada das pessoas chave no Porto. Percebi que é possível.

Espelho:

 Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.