
O que me irrita não é esta mania tão portuguesa de as pessoas passarem metade do dia, da vida ou do tempo que têm sempre a mais e também do qual se queixam sempre, a queixarem-se.
Até nem me faz muita confusão que as queixas constantes do tempo sejam a mais frequente conversa de elevador. Se chove é porque há inundações, se está sol é porque há seca e sempre o mesmo.
Não me parece de todo mau que se reclame quando se está descontente. Mas há que saber reclamar. Fundamentar os nossos pontos de vista, mostrar os motivos e defender as convicções. Até aqui não me choca.
Mas o que me irrita profundamente são aqueles que se queixam e gostam! Passam a vida a falar mal, reclamar, queixam-se das injustiças da vida mas gostam! Se tudo isso deixasse de existir deixariam de ter assunto de conversa.
E depois estranham que eu diga que há vidas vazias... Desculpem...
Afinal parece que são vidas cheias de nada... De coisa nenhuma...
9 comentários:
isto foi uma queixa?;)
Em algum momento reflectiste o porque de tantas queixas?
Infelizmente é um problema sociológico, não o combatas aceita-o. Nem toda a gente usa um blog para extravasar o que lhe vai na alma.
Já viste se as queixas dessas pessoas todas fossem blogs? Que se essas queixas bem escritas, até se tornariam material de "pensamento"?
E uma vida cheia de nada é vida?! ;)
BEIJOOOOOOOOO
Correndo o risco de me incluíres no post de cima, a mim irrita-me um bocadinho quando vejo "Se tudo isso deixa-se de existir" em vez de "Se tudo isso deixasse de existir"! ;)
Fora isso, tens toda a razão. Incluo ainda mais um grupo nas vidas cheias de nada. "Não me queixo" é uma maneira inteligente (menos burra) de se queixarem sem parecerem queixinhas... e há muitos que o fazem!
Beijinhos.
Htsousa: Absoluta razão!
É um erro muito frequente em mim que precisa de ser corrijido amiúde!
Correcção já feita e os meus agradecimentos por notares tais coisas.
De nada! Sempre às ordens para ser picuinhas com os outros. :)
Como é fácil julgar os outros.
Não vá acontecer a vacuidade estar em nós próprios...
não te estranho!
Enviar um comentário