Um poema por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Às vezes, pequenos grandes terremotos 
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos. 

Entre a aorta e a omoplata rolam 
alquebrados sentimentos. 
Entre as vértebras e as costelas 
há vários esmagamentos.

Os mais íntimos 
já me viram remexendo escombros. 
Em mim há algo imóvel e soterrado 
em permanente assombro. 


 Affonso Romano de Sant’Anna

2 comentários:

Cat disse...

amei! como se diz no facebook, "vou roubar" =P

Ana A. disse...

Estás à vontadinha!

Espelho:

 Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.