Hoje a luz do Porto só me traz memórias das minhas tardes em Trás-os-Montes na escola secundária, também chamado de Liceu, do calor maduro de Outono em que começava a despir as camisolas até ficar de manga curta, das minhas melhores amigas e da estupidez que nos era caractarística, das skinny jeans castanhas, All Star beges e camisola rosa com um cão castanho que a minha madrinha me ofereceu num longínquo Natal.
A vida é só uma peça de teatro que nos limitamos a representar até a personagem do papel se colar à nossa pele de tal forma que se torna quase impossível viver fora deste corpo que já não nos pertence.
Definitivamente as pessoas dão demasiada importância às trivialidades da vida. Eu vou representando o papel que esperam de mim enquanto lentamente me descolo da personagem e vou reinventando outra que me agrade mais.
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Espelho:
Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.
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... Te encontrares no meio de um filme trágico? Isso não é um blog, é a vida real!!!
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Então a menina vem aqui queixar-se de uma pseudo-depressão, cria links todos bonitinhos para posts dos anos anteriores e os meus caros leit...
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Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.
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