Mil e Uma Noites

São quase 21h e estou de manga curta sentada em frente à piscina. Na parede da minha varanda um lagarto sobe a fugir. Ando descalça pelo quarto enorme que tem duas casas de banho e um sofá. A meia luz dos candeeiros árabes relaxa-me por completo. O húmus, os bolinhos de couve-flor e o arroz com passas e amêndoas souberam-me à minha infância e à casa da minha avó. O ar quente anuncia a proximidade ao deserto. A miscelânea de nacionalidades faz os meus olhos delirarem. De uma certa maneira inexplicável sinto-me em casa. Se outras vidas existirem, eu tenho a certeza que já vivi várias aqui. 

Cartago às 20h44

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 Eu também já fui a pessoa que cortava amarras a direito e a frio.