Foi como um dia de Sábado normal. Acordei à hora do costume, estive meia hora nos mimos na cama com a cria, tomámos o pequeno-almoço, vimos televisão. Eu vesti-me, deixei o puto entregue em casa e fui buscar os últimos bens de primeira necessidade ao supermercado aqui ao pé. Nunca vi prateleiras tão vazias nem uma fila tão grande.
Brinquei com o assunto, atestei o carro de combustível, comprei um maço de Slims para os momentos em que precisarei de descomprimir e vim fazer o almoço. Ele dormiu a sesta e eu trabalhei. Atirei ideias para entreter uma equipa de 15 pessoas, distribui algumas tarefas, fiz uma newsletter e acudi mil vezes a um puto que não queria dormir.
Eram 17h quando fiz a minha saudação ao sol e estivemos os dois na varanda a tomar a nossa dose de vitamina D. O final de dia foi o mais normal possível: fazer sopa, cozinhar, tratar das coisas para amanhã. Pelo meio criei alguns rituais: ligar por videochamada à minha mãe, fotografar a vista da janela da cozinha, fazer um check aos que me são próximos.
Vivemos um momento ímpar no curso da História. Preciso de o escrever para um dia perceber o que aconteceu aqui.
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