Reza a história que a aldeia de Oura se fez graças à família Azeredo Antas, uma família de médicos e generais com ligações à política desde o tempo da Monarquia mas grande defensora da República.
Nas minhas breves pesquisas feitas ontem na internet descobri que houve muitos casamentos feitos entre primos e viúvos, não sei se por conveniência ou amor, mas cujo desfecho foi sem dúvida manter a fortuna e o legado dentro do mesmo núcleo.
Conta a minha mãe que nesta família havia uma mulher chamada Rita que terá sido a pessoa responsável por ter feito passar a Linha do Corgo em Oura. Diz ela que essa Rita terá movido mundos e fundos e terá falado com os altos representantes da República e dos Caminhos de Ferro da altura para que houvesse um desvio imenso da linha até à aldeia fazendo com que a programada estação grande em Loivos não tenha passado de um mero apeadeiro longe da aldeia e que pouca utilidade lhe valeu.
A Oura coube outro, o único em toda a linha da CP totalmente construído em madeira e que ainda hoje subsiste já em mau estado.
Não sei quantos membros da família terão andado naquele comboio, não sei quantos ainda existem para contar a história e não sei se haverá muita gente da minha geração ainda a ter memórias desta linha, mas sei que as bases para escrever um romance estão já impressas em mim.
Veremos se o tempo o dita ou não.
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